OPV ES Saúde Espírito Santo Saúde ainda não conseguiu fechar com valorizações

Espírito Santo Saúde ainda não conseguiu fechar com valorizações

A dona do Hospital da Luz perdeu 7,6 milhões de euros desde que se estreou na Bolsa de Lisboa, há três dias.
Espírito Santo Saúde ainda não conseguiu fechar com valorizações
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 14 de fevereiro de 2014 às 17:43

A Espírito Santo Saúde, gestora hospitalar, continua a não saborear fechos positivos desde que está em bolsa. Dos três dias em que as suas acções já trocaram de mãos entre investidores, dois foram de descidas e noutro não houve variação de preço.

 

Os títulos da empresa presidida por Isabel Vaz encerraram a sessão de sexta-feira nos 3,12 euros, o que representa uma descida de 0,32% face ao fecho de quinta-feira. A este preço, a cotada fica avaliada, pelo mercado, em 298,1 milhões de euros.

 

As acções da ES Saúde a 3,12 euros comparam com os 3,20 euros a que tinham iniciado a sua vida na bolsa, na quarta-feira, precisamente o mesmo preço a que tinham sido vendidas na operação que antecedeu a entrada em bolsa (a oferta pública de venda, em que foram adquiridas directamente por investidores).

 

Quando entrou para a bolsa, a empresa que gere, entre outros, o Hospital da Luz, apresentava uma capitalização bolsista de 305,6 milhões de euros. A ES Saúde viu, assim, desaparecer 7,6 milhões de euros nestes três dias na Euronext.

 

O desempenho em bolsa da cotada tem sido anémico, com variações pouco significativas (a maior foi, precisamente, no primeiro dia, em que caiu dos 3,20 para os 3,13 euros).

 

Em termos de volume, na quarta-feira, foram negociadas 4,2 milhões de acções, sendo que quinta e sexta-feira trocaram de mãos, em cada uma delas, mais de 800 mil títulos.

 

Os analistas aconselhavam cautela nos primeiros dias da empresa em bolsa, depois de uma oferta pública de venda em que a procura por acções da ES Saúde foi pouco intensa. Os 3,20 euros eram, aliás, o preço mínimo que a companhia tinha definido para a operação em que companhia alienou 49% do seu capital social.

 

Um outro factor que explica esta percepção dos especialistas de que a empresa dona do Hospital da Luz pudesse perder terreno nas primeiras sessões era o facto de estar avaliada acima dos pares europeus.

 

No primeiro mês de cotação, o Crédit Suisse - o banco coordenador da ofea pública de venda - pode realizar operações de estabilização das acções, o que poderá suportar o preço dos titulos no mercado. 

 

Gestora de fundos com 5% da ES Saúde

 

A T. Rowe é a primeira nova accionista de referência da ES Saúde. A gestora de fundos de investimento anunciou na quinta-feira que tem 5,01% das acções representativas do capital social da empresa.

 

A ES Health Care Investments, ligada ao Grupo Espírito Santo, mantém 51% do capital da ES Saúde. O Espírito Santo Financial Group, também do grupo, tem ainda nas suas mãos 6,39% do capital, emprestados ao Crédit Suisse.

 

O restante capital está distribuído por investidores: 39,2% do capital foi adquirido por investidores institucionais, 9,27% no público em geral e 0,53% nos colaboradores.

 

 
O que é a Espírito Santo Saúde
A ESS detém 18 unidades clínicas que totalizam 1.179 camas e 8.907 colaboradores, segundo dados relativos a 30 de Setembro de 2013.
 
Na sua rede, destacam-se os hospitais da Luz (Lisboa), Arrábida (Vila Nova de Gaia) e Beatriz Ângelo (Loures), sendo este último uma parceria entre o Grupo Espírito Santo e o Estado, onde se define que a ESS tem assegurada, por 10 anos, a gestão dos cuidados de saúde desta unidade hospitalar.
 
Até Setembro, últimos dados financeiros disponíveis, a ESS obteve uma receita de 279,5 milhões de euros e lucros de 9,1 milhões.

 

 

 

 




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