OPV ES Saúde Procura por acções da ES Saúde continua abaixo da oferta na OPV

Procura por acções da ES Saúde continua abaixo da oferta na OPV

Quando faltam dois dias para terminar o prazo da oferta pública de venda, a procura dos investidores particulares ainda não é suficiente para satisfazer a oferta. Falta encontrar procura para vender 10% dos títulos em oferta junto dos pequenos investidores.
Procura por acções da ES Saúde continua abaixo da oferta na OPV

A Espírito Santo Saúde ainda não encontrou investidores que comprem todas as acções que pretende dispersar em bolsa. As contas, relativas ao período compreendido entre 26 de Janeiro e 4 de Fevereiro, são penalizadas pela fraca procura por acções por parte dos colaboradores da empresa.

 

No total, das 9.363.140 acções da empresa liderada por Isabel Vaz que estão disponíveis para a oferta junto dos investidores particulares, apenas há procura para 8.411.760 títulos, de acordo com o documento que a ES Saúde publicou no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quarta-feira. Assim, apenas 90% da oferta foi coberta até terça-feira, uma ligeira subida face à percentagem até ao final de segunda-feira. Nos próximos dois dias a ES Saúde terá que encontrar procura para perto de 1 milhão de títulos, ou seja, 10% da oferta.

 

Fraca procura no segmento para trabalhadores

 

A companhia dona do Hospital da Luz tem disponível para venda 3.227.100 títulos para os seus funcionários. Apenas havia procura para 430.280 acções no final do dia 4 de Fevereiro, o que representa 13% da oferta para este segmento.

 

A ES Saúde reservou para os colaboradores 7% da oferta para o retalho, o que implicava que, em média, cada um dos 8.900 colaboradores investisse mais de 1.400 euros nesta operação. "Apesar de uma tranche significativa das acções da OPV ter sido destinada aos colaboradores, houve pouca divulgação interna da operação", nota Steven Santos. Até ao final de terça-feira, só 13% dos títulos tinha sido subscrito. Um "desinteresse" que o gestor da XTB explica com a "falta de incentivos, como um desconto no preço de compra" de acções.

 

No público em geral, o comportamento já é melhor e a procura já supera a oferta, embora não seja suficiente para que o mesmo aconteça na globalidade das acções oferecidas. Há procura por 7.981.480 papéis da ES Saúde, 1,31 vezes acima dos 6.086.040 títulos disponíveis.

  

Estas acções estão a ser vendidas por um preço compreendido entre 3,20 euros e 3,90 euros. O preço médio do intervalo é de 3,55 euros, sendo que a fraca procura por parte dos investidores particulares poderá pressionar em baixa o preço de venda. Não é contudo ainda conhecida a procura dos investidores institucionais, onde vai ser colocada 80% da oferta combinada.

 

Ao todo, a oferta global é composta por 46,8 milhões de acções, que representam 49% do capital da Espírito Santo Saúde. A Rio Forte, braço do Grupo Espírito Santo para os activos não financeiros, quer manter uma participação de, pelo menos, 51%.

 

A designada oferta (público em geral e colaboradores) e a oferta institucional têm vasos comunicantes, pelo que se houver um excesso de procura num dos campos poderá ser utilizada uma porção destinada ao outro campo e vice-versa.

 

Os investidores já não podem reduzir ou cancelar o número de títulos procurados. Só o podiam fazer até segunda-feira, 3 de Fevereiro. Agora, os investidores apenas podem aumentar a quantidade de acções pretendidas.

 

A oferta pública de venda de acções da Espírito Santo Saúde termina na próxima quinta-feira, 6 de Fevereiro. A estreia dos títulos em bolsa está prevista para 12 de Fevereiro.




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