Research BPI reinicia cobertura do BCP com preço-alvo de 33 cêntimos

BPI reinicia cobertura do BCP com preço-alvo de 33 cêntimos

A avaliação do BPI, suportada em grande medida na evolução positiva da redução dos activos não rentáveis, traduz um potencial de subida para as acções superior a 34%.
BPI reinicia cobertura do BCP com preço-alvo de 33 cêntimos
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 12 de outubro de 2017 às 13:07

O BPI reiniciou a cobertura do BCP atribuindo às acções um preço-alvo de 33 cêntimos e uma recomendação de "comprar", apoiado na perspectiva positiva para a evolução dos resultados e para a redução dos activos não rentáveis (NPE).

A nova avaliação conferida aos títulos traduz um potencial de valorização de 34,4%, tendo em conta a cotação actual (24,55 cêntimos).

Numa nota de análise, o BPI sublinha que muito aconteceu nos últimos 12 meses: a Fosun tornou-se o maior accionista do BCP com uma participação de 25%, o banco reforçou capital em Fevereiro e elevou o seu rácio CET1 para mais de 11% depois do pagamento dos CoCos, e o Fundo de Resolução chegou a um acordo para a venda do Novo Banco com a garantia de que as contribuições anuais dos bancos para o fundo não vão aumentar.

Por outro lado, na Polónia – onde o BCP tem a maioria do capital do Millennium Bank – o governo continua a procurar uma solução para a conversão de créditos.

"Ao mesmo tempo, o BCP tem cumprido as suas metas em termos de redução dos activos não rentáveis. No primeiro semestre de 2017, os activos não rentáveis do grupo foram reduzidos em 618 milhões de euros, deixando o banco bem encaminhado para ultrapassar o objectivo de redução de mil milhões (12%) em Portugal", acrescentam os analistas.

O BPI destaca ainda que os receios em relação aos níveis de capital são agora menores e que o BCP deverá protagonizar uma reviravolta no que respeita aos resultados.

As acções do BCP descem 0,41% para 24,55 cêntimos. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.