Research Citi: PT está mais protegida na fusão mas Oi tem maior potencial

Citi: PT está mais protegida na fusão mas Oi tem maior potencial

Os analistas que fazem a cobertura da Portugal Telecom continuam a acolher a fusão anunciada com a Oi. Citi diz que passou a preferir a operadora brasileira em virtude das subidas recentes da PT.
Citi: PT está mais protegida na fusão mas Oi tem maior potencial
Hugo Paula 04 de outubro de 2013 às 13:05

Os bancos de investimento continuam a rever as avaliações que detêm para a Portugal Telecom, incorporando o efeito da fusão com a Oi. A operação tem motivado elogios à transformação das duas cotadas numa nova entidade com estrutura mais simples e menor endividamento.

 

Os analistas do Citi, contudo, vão mais longe ao afirmarem que os investidores poderão encontrar um melhor investimento nas acções da Oi do que nas da PT, segundo a nota de análise publicada na quinta-feira. O preço-alvo permaneceu em 4,00 euros por acção mas a recomendação de “comprar” passou para “neutral”.

 

Já o Macquarie Research subiu o preço-alvo da operadora portuguesa de 3,50 para 5,00 euros e mantém a recomendação de “outperform”, indicando que prevê um comportamento para a operadora portuguesa melhor que das pares do sector. O Berenberg, por seu turno, subtraiu cinco cêntimos ao justo-valor das acções, para 4,40 euros, e mantém a recomendação de “comprar”.

 

O Citi Research elabora a ideia de que a Oi se encontra mais atractiva do que a Portugal Telecom. Por outro lado, as acções da Portugal Telecom oferecem “maior protecção contra descidas, em virtude dos termos de troca fixados para a emissão de direitos de subscrição de novas acções.

 

“Aos preços actuais, estimamos que as acções da Oi oferecem maior valor do que as da PT”, lê-se na nota de análise do banco norte-americano. “Além disso, as acções da PT podem sofrer com o aproximar da data da operação devido a questões técnicas, já que alguns accionistas estão impedidos de ter acções de cotadas brasileiras”, acrescenta.

 

A equipa de analistas estima que os títulos da operadora nacional está e negociar “a um prémio implícito face às acções da Oi. Acreditamos que os investidores irão sair-se melhor se apostarem na inversão do negócio no Brasil, directamente através da Oi.”

 

No quadro (ver em baixo) em que o Citi simula o ganho ("upside") de que podem beneficiar os investidores das duas cotadas, é visível como a Oi oferece um potencial superior. Já a PT está mais protegida caso a avaliação da nova operadora venha a ficar abaixo do esperado, no rateio previsto para o aumento de capital. 

 

Berenberg explica “a grande teoria da conspiração” que envolve a Tim Brasil

 

O banco de investimento Berenberg acredita que a Telecom Italia terá dificuldade em retirar valor da subsidiária que detém no Brasil, numa altura em que os analistas já dão como adquirido que haverá um movimento de consolidação no mercado brasileiro de telecomunicações.

 

“A nossa perspectiva acerca da ‘grande teoria da conspiração da Telefónica, Telecom Itália (TI) e Tim Brasil, é de que a TI está numa posição enfraquecida para retirar valor da venda da Tim Brasil devido à sua posição como um vendedor sob pressão”, explica o analista Paul Marsch.

 

A operadora italiana está sob a ameaça de um cortes de “rating” pelas agências de notação financeira, devido ao endividamento elevado. A operadora cujo presidente executivo se demitiu na quinta-feira à tarde poderá vir a ser controlada pela Telefónica, que já é a principal accionista. Se isso acontecer, terá de vender a Tim Brasil porque a operadora espanhola já detém a Vivo, que é líder do mercado móvel brasileiro. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 






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