Research Goldman corta avaliação da EDP Renováveis para 5,10 euros

Goldman corta avaliação da EDP Renováveis para 5,10 euros

A casa de investimento reviu em baixa as estimativas de resultados para os próximos anos, o que teve impacto na avaliação da empresa de energias renováveis. O novo preço-alvo está 4% abaixo do actual valor das acções.
Goldman corta avaliação da EDP Renováveis para 5,10 euros
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 10 de junho de 2014 às 09:32

O Goldman Sachs reviu em baixa a avaliação da EDP Renováveis de 5,30 euros para 5,10 euros, um valor que corresponde a um potencial de desvalorização de 4,37% face ao actual preço das acções (5,333 euros), de acordo com uma nota de research a que o Negócios teve acesso. A recomendação foi mantida em "neutral".

 

"As nossas estimativas de resultados por acções para 2016-2018 foram cortadas em 16%, 15% e 14%", revela o analista Manuel Losa na nota de análise.

 

"O nosso preço-alvo é baseado numa combinação de 50:50 da avaliação da soma das partes, de 4,90 euros, e da avaliação do múltiplo de EV/EBITDA [valor da empresa sobre o EBITDA] de 5,40 euros", explica a nota. A avaliação da soma das partes "inclui 1,7 mil milhões de euros de vendas a um prémio de 30% face a avaliação" da casa de investimento, o que fica "em linha com o histórico da EDP Renováveis".

 

A casa de investimento adianta que, do lado dos riscos "positivos" estão alienações a um prémio superior à avaliação feita pela Goldman Sachs. Já do lado oposto está "nova intervenção do Governo", bem como alienações a um valor mais baixo do que o avaliado.

 

As acções da empresa liderada por Manso Neto (na foto) seguem a perder 0,50% para 5,333 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado NirSup 10.06.2014

Este banco, Goldman Sachs, é um artista de circo. Apesar de tudo, penso que é o banco que possui mais massa cinzenta por m2.
Mas também é perito na arte de baralhar e voltar a dar. E esta sua decisão de baixar o preço-alvo da EDPR tanto pode ser uma decisão fundamentada como uma decisão táctica ou estratégica (sabe-se lá com que objectivos).
O JP Morgan, outro artista de circo, saltou fora da EDP (posição qualificada) e, coincidência ou não, a EDP nunca subiu tanto em bolsa como depois dessa tomada de posição da JP Morgan.
Aguardemos, sentados no sofá, os próximos capítulos.

comentários mais recentes
Anónimo 11.06.2014

JÁ VENDERAM AS AÇÕES QUE POSSUIAM.

Anónimo 10.06.2014

mas não este o banco da mafia

Nuno de Magalhães 10.06.2014

Muito bem, não há administração mais incompetente do que a da edp renováveis. O presidente que va cortar o cabelinho

Anónimo 10.06.2014

Arranjem uma vaga na Isabel Queirós do Vale para este homem...

ver mais comentários
pub