Research IM recomenda "vender" acções da Jerónimo Martins

IM recomenda "vender" acções da Jerónimo Martins

A IM, detido pelo grupo CIMD, iniciou a cobertura das acções da Jerónimo Martins, com uma recomendação de "vender". Antecipa um crescimento mais moderado das vendas, depois de uma execução "espantosa" nos últimos anos.
IM recomenda "vender" acções da Jerónimo Martins
Patrícia Abreu 11 de março de 2016 às 15:05

A Intermoney (IM) iniciou a cobertura das acções da Jerónimo Martins com uma recomendação de "vender" e um preço-alvo de 12 euros. A sociedade financeira prevê que as margens continuem a ser afectadas pela pressão nos preços e antecipa um crescimento mais lento das receitas e do EBITDA nos próximos anos.


O "target" da IM para a retalhista atribui um potencial de descida de 14,3% às acções, com a unidade de "research" a justificar este preço-alvo e a recomendação de "vender" com as perspectivas mais modestas para o crescimento das vendas da empresa nos próximos anos, após anos de crescimento "espantoso".


"De acordo com as nossas estimativas (Colômbia já está incluída), para o período de 2015 a 2031, as receitas devem crescer a uma taxa anual de 4,1% (nos últimos 14 anos foi de 8,7%), enquanto o crescimento anual do EBITDA deverá ser de 4,2% (nos últimos anos foi de 7,9%)", prevê António Seladas, analista da IM, detida pelo grupo CIMD.


O mesmo especialista realça, assim, que a margem de EBITDA deverá situar-se em torno de 5,8%, em linha com os níveis actuais. "Assumimos que a margem operacional não vá recuperar para níveis acima de 6%", acrescenta o mesmo "research".


A IM argumenta que a filosofia de negócio da retalhista portuguesa liderada por Pedro Soares dos Santos (na foto) continua focada nos volumes, antecipando que os resultados da companhia continuem a reflectir a pressão ao nível dos preços, sobretudo na Polónia, onde a Jerónimo Martins detém a Biedronka.


Ainda em relação ao mercado polaco, o analista realça que a avaliação não inclui o novo imposto para o sector do retalho na Polónia, "porque ainda não está definido, embora por cada 50 pontos base de impacto nas vendas da Biedronka a avaliação desceria em cerca de 1,15 euros ou aproximadamente 10%".


Assumindo que a taxa sobre o retalho não seria discriminatória, a sociedade financeira refere que este impacto seria diluído ao longo do tempo.


Apesar da recomendação negativa, a IM reconhece que a "execução da Jerónimo Martins nos últimos 14 anos foi espantosa", logo percebe-se que a acção "negoceia com um prémio face à nossa avaliação uma vez que se trata de uma companhia de prémio". As acções da companhia seguem a valorizar 2,08% para 13,72 euros.

 


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mais votado 5640533 11.03.2016

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5640533 11.03.2016

E por que dizem isto só agora?

martins 11.03.2016

NAO E NOVIDADE, A COTACAO ESTA ALTA, JA ESPERAVA , POR ISSO VENDI.

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