Research Lucros do BCP terão subido 60% no semestre

Lucros do BCP terão subido 60% no semestre

O banco terá continuado a beneficiar com a descida dos activos de baixa qualidade e foi penalizado pela desvalorização das obrigações soberanas portuguesas.
Lucros do BCP terão subido 60% no semestre
Lusa
Nuno Carregueiro 20 de julho de 2018 às 09:51

O Banco Comercial Português (BCP) terá fechado o primeiro semestre com um resultado líquido de 144 milhões de euros, o que representa um crescimento de 60% face ao mesmo período do ano passado, de acordo com as estimativas do BPI incluídas numa nota de research publicada esta sexta-feira, 20 de Julho.

 

Tendo em conta apenas o segundo trimestre, as previsões do BPI apontam para lucros de 58 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 46% face ao mesmo período do ano passado e a uma queda de 32% contra os primeiros três meses deste ano.

 

O BPI assinala que as contas do banco ainda liderado por Nuno Amado deverão continuar a ser marcadas por uma "evolução positiva das métricas da qualidade dos activos", embora os rácios de capital tenham sido penalizados pela desvalorização da carteira de obrigações soberanas de Portugal.

 

O NPE (exposições não produtivas, que incluem sobretudo crédito malparado) terá descido 6% no segundo trimestre face aos três meses anteriores, com o rácio de cobertura a melhorar 5 pontos para 49%.

 

O valor bruto dos NPE terá recuado 23% para 6.740 milhões de euros, sendo que o valor da actividade em Portugal terá ficado abaixo dos 6 mil milhões de euros. As imparidades para crédito malparado terão descido 28% para 305 milhões de euros.

 

Já o rácio de capital CET1 terá descido duas décimas para 11,6%, já que o BPI estima que a desvalorização da carteira de dívida portuguesa tenha tido um impacto negativo de 17 pontos base.

 

Quanto aos indicadores operacionais, o BPI estima uma evolução positiva, com a margem financeira a aumentar 2% no semestre para 679 milhões de euros e as receitas a crescerem 1%. Os analistas do BPI salientam que a subida da margem é suportada sobretudo pela actividade internacional, já em que Portugal os volumes terão ficado estáveis.

 

Do lado dos custos, o BCP terá sido penalizado pela contribuição de 21 milhões de euros para o Fundo de resolução. Excluindo o efeito dos acordos para saída de trabalhadores em 2017, os custos totais do BCP terão aumentado 7% em termos homólogos, com o rácio "cost to income" a ficar nos 48%.   

 

As acções do caem 0,46% para 0,261 euros. O banco vai apresentar os resultados do primeiro semestre a 26 de Julho.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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