Câmbios Euro recua para mínimos de 11 anos antes de reunião do BCE

Euro recua para mínimos de 11 anos antes de reunião do BCE

Mario Draghi vai revelar na quinta-feira os detalhes do seu programa de compra de dívida pública que vai ter início este mês. O Banco Central Europeu vai também divulgar as estimativas económicas dos peritos para a Zona Euro.
Euro recua para mínimos de 11 anos antes de reunião do BCE
André Cabrita-Mendes 04 de março de 2015 às 16:29

Um dia antes de nova reunião decisiva do Banco Central Europeu (BCE), a moeda única tocou em mínimos de 11 anos.

 

O euro caiu 1% para os 1,1062 dólares durante a sessão desta quarta-feira, 4 de Março. Este valor é o nível mais baixo desde Setembro de 2003.

 

Esta é a quinta sessão consecutiva em que a moeda única está a recuar. O euro perdeu mais de 19% do seu valor face ao dólar no último ano e mais de 8% desde o início de 2015.

 

A queda do euro acontece antes da segunda reunião deste ano do Banco Central Europeu. Vai ser na reunião de quinta-feira que a autoridade monetária vai revelar mais detalhes do seu programa de alívio quantitativo que tem início este mês e prolonga-se até Setembro de 2016.

 

Na primeira reunião em Janeiro, a Comissão Executiva do BCE mais os 19 governadores dos bancos centrais do euro aprovaram um programa de compra de activos, principalmente dívida pública, no valor de 1,1 biliões de euros. É uma bazuca que Mario Draghi está pronto para disparar.

 

O BCE quer combater a baixa inflação na Zona Euro através deste programa. Como? Ao comprar aos bancos estes activos de forma a que estas instituições fiquem com mais dinheiro disponível para financiar empresas e famílias, estimulando assim a economia real.

 

Além da expansão quantitativa, os mercados também vão estar atentos à reunião de amanhã pois o BCE vai revelar novas estimativas de crescimento e de inflação para a Zona Euro.

 

A inflação anual na região da moeda única permanece em terreno negativo. Em Fevereiro, a taxa fixou-se nos -0,3% face aos -0,6% de Janeiro. 

 

Ao mesmo tempo, há indicadores económicos a contribuírem para a desvalorização do euro. O índice de compras de gestores no sector dos serviços na Zona Euro alcançou os 53,7 pontos em Fevereiro, um máximo de sete meses, mas ficou abaixo da estimativa de 53,9 pontos.

 

Já nos Estados Unidos, dados hoje divulgados mostram que as empresas criaram 212 mil postos de trabalho em Fevereiro, o 13º mês consecutivo em que as empresas criaram mais de 200 mil postos de trabalho. Contudo, o valor de Fevereiro ficou abaixo da estimativa de 219 mil postos de trabalho pelos analistas consultados pela Bloomberg.




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