Crédito Bancos elevam avaliação das casas para novos máximos

Bancos elevam avaliação das casas para novos máximos

A avaliação bancária subiu pelo décimo sexto mês consecutivo, para novos recordes.
Bancos elevam avaliação das casas para novos máximos
Bruno Colaço
Patrícia Abreu 29 de agosto de 2018 às 11:20

O valor a que os bancos avaliam as casas no âmbito da concessão de crédito à habitação voltou a atingir novos máximos. A avaliação bancária atingiu, em Julho, os 1.187 euros, um aumento de sete euros face ao mês anterior, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Este indicador subiu pelo décimo sexto mês consecutivo e fixou um novo recorde, depois de em Junho ter tocado no valor mais elevado desde o segundo trimestre de 2008, período a que remontam os dados recolhidos pelo Negócios. Nesta altura, tocou nos 1.186 euros por metro quadrado.


"Em Julho, o valor médio de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 187 euros por metro quadrado (euros por metro quadrado ), mais sete euros que em Junho", avançou o INE. Este valor representa um aumento de 0,6% face a Junho e de 6,3% face ao período homólogo.


Nos apartamentos, o valor médio da avaliação bancária subiu cinco euros, para 1.243 euros, enquanto nas moradias o aumento foi de 13 euros, para 1.090 euros.


"A nível regional, as maiores subidas para o conjunto da habitação registaram-se no Algarve (1,4%) e no Norte (1,3%). A Região Autónoma dos Açores (- 1,9%) e a Região Autónoma da Madeira (-0,2%) registaram as únicas descidas", acrescenta a mesma fonte.


A evolução positiva é mais um sinal que os bancos continuam disponíveis para financiar a compra de casa, num momento em que os preços do imobiliário mantêm uma tendência de recuperação. Apenas no primeiro semestre, os bancos concederam 4.774 milhões de euros em crédito à habitação, com o financiamento bancário para a compra de casa a manter um forte ritmo de crescimento. Este montante representa um crescimento de cerca de 25% face aos 3.821 milhões emprestados para esta finalidade no mesmo período do ano passado.



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