Fundos de investimento  São os robôs que gerem a classe de hedge funds que mais cresce

São os robôs que gerem a classe de hedge funds que mais cresce

Computadores mais velozes e dados melhores permitem que gestoras de activos automatizem capacidades que antes eram reservadas a profissionais lendários do mercado financeiro.
 São os robôs que gerem a classe de hedge funds que mais cresce
Bloomberg 24 de junho de 2017 às 17:00

O que andam a dizer é verdade. As estratégias quantitativas nunca foram tão populares.

 

O total de activos geridos pelos chamados fundos sistemáticos duplicou na última década e atingiu o recorde de 500 mil milhões de dólares neste ano, segundo estimativas do Barclays.

 

Até certo ponto, a ascensão meteórica é motivada pelos mesmos avanços tecnológicos que causam rupturas em diversos sectores.

 

Computadores mais velozes e dados melhores permitem que gestoras de activos automatizem capacidades que antes eram reservadas a profissionais lendários do mercado financeiro.

 

No entanto, com tanta diversidade de estratégias quantitativas, fica mais difícil generalizar. Entre as diversas categorias estão investimento em factores, paridade de risco e futuros, sem falar nos fundos secretos, como o Renaissance Technologies.

 

Mesmo os operadores tradicionais estão agora armados com técnicas quantitativas, movimentando 55 mil milhões em activos sistemáticos, de acordo com o Barclays.

 

O que se sabe ao certo é que os fundos que usam processos automáticos de investimento são o segmento que mais cresce no universo de hedge funds.

 

"Historicamente, as gestoras direccionadas por fundamentais capturaram o foco, os fluxos e a glória", afirmou o relatório elaborado pela equipa do Barclays liderada pelo chefe global de soluções de capital, Louis Molinari. "Mas, nos últimos anos, o interesse ressurgiu por parte de gestoras e investidores."

 


Sem preferência por empresas específicas, os fundos quantitativos fazem apostas baseadas em padrões e dinâmicas e alcançam uma enorme variedade de instrumentos financeiros. As estratégias quantitativas actualmente representam 17% do total de activos dos hedge funds, de acordo com dados compilados pelo Barclays.

 

Resumidamente, as estratégias quantitativas de taxa variável usam características que comprovadamente conseguem um retorno superior, como baixa volatilidade e custo reduzido.

 

Estes fundos foram especialmente penalizados em 2007, quando deslocamentos ocultos no mercado causaram uma reacção em cadeia de venda de instrumentos por fundos programados. Esses fundos finalmente ultrapassaram o nível em que estavam antes daquele evento e, no ano passado, o total de activos sob gestão atingiu um recorde de 152 mil milhões de dólares, segundo o Barclays.

 

A estratégia quantitativa mais popular entre os hedge funds passa por capturar tendências globais em diferentes classes de activos e concretizar essas apostas através da negociação de contratos de futuros. O total de activos nesta categoria está próximo de 200 mil milhões de dólares, segundo dados do banco britânico.

 

No segmento focado em activos de taxa variável, diversificação é a ordem do dia.

Pela primeira vez, a maior parte do dinheiro dos investidores está em gestoras de perfil quantitativo que negoceiam pelo menos 500 instrumentos financeiros, de acordo com dados compilados pela Sanford C. Bernstein.

 

Tendo em conta as taxas de rendibilidade anémicas de toda a indústria de hedge funds, os poucos fundos de perfil quantitativo que entregam um desempenho excepcional chamam a atenção dos investidores. A Quantitative Investment Management gere um fundo de acções com 1,2 mil milhões de dólares que gerou um retorno de 55% de Janeiro a Maio deste ano. O fundo de acções da Renaissance Technologies avançou 13,7% neste período. Já o S&P 500 subiu 5,3%.

 

No entanto, o desempenho do fundo quantitativo médio não foi tão bom. De modo agregado, os 1.070 fundos quantitativos que enviam dados à eVestment registaram um desempenho 1% abaixo da referência desde Março de 2016 e estão pouco alterados este ano.

 

Dito isso, as taxas de retorno diferem, dependendo do horizonte de tempo, da classe de activos e da estratégia geral adoptada por cada um.

 

Título original em inglês: Rise of Robots: Inside the World’s Fastest Growing Hedge Funds

 




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comentários mais recentes
Anónimo 25.06.2017

Em Portugal investir é comprar títulos de dívida pública aos balcões dos CTT, muitas vezes com dinheiro que chegou ao "investidor" directamente das últimas emissões de dívida pública da República. Siga a festa.

Anónimo 25.06.2017

Portugal está a anos-luz destas inovações. Por isso é um país insolvente e a viver ora de extorsão, ora de caridade alheia.

Pinto 24.06.2017

Se é para traduzir um artigo, pelo menos traduzam bem...

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