Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Hoje o Deustche Bank volta a negociar, depois do feriado na segunda-feira na Alemanha, e é grande a expectativa sobre o rumo das cotações do banco. Esperam-se também novidades nos produtos da Google e o BCE apresenta os dados mensais sobre as suas compras de activos. Na Zona Euro, ficamos ainda a conhecer os preços no produtor em Agosto.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 04 de Outubro de 2016 às 07:30
Deutsche Bank volta a negociar
O Deutsche Bank regressa à negociação, depois de os mercados germânicos terem estado encerrados na segunda-feira devido à celebração do feriado do Dia da Unidade Alemã. O banco tem estado sob forte pressão, com o mercado atento aos seus níveis de capital e à sua capacidade para enfrentar pesados custos legais – depois de ter sido avançado há duas semanas que poderia vir a ter de pagar uma multa de 14 mil milhões de dólares à Justiça norte-americana. Na passada sexta-feira, 30 de Setembro, correram entretanto informações que davam conta que o banco germânico poderá ver essa multa reduzida, com a AFP a avançar que pode acabar por se fixar em 5,4 mil milhões de dólares. Essa informação trouxe alívio aos investidores e o Deutsche Bank, que chegou a negociar em mínimos históricos, acabou por conseguir inverter para terreno positivo e fechar a disparar perto de 7%. Esta terça-feira é grande a expectativa para saber que rumo irão seguir as acções.


Dados mensais sobre as compras de activos pelo BCE

Os investidores vão estar focalizados na publicação dos dados mensais e semanais relativos ao programa de compra de activos do Banco Central Europeu (BCE). Estes dados são particularmente importantes até porque surgem um mês depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter surpreendido o mercado ao decidir não alterar as regras do programa. Nos últimos meses, o ritmo das aquisições de obrigações nacionais tem diminuído, o que, de acordo com alguns analistas, pode ser um sinal de que o banco central pode ter pouca margem de manobra para adquirir dívida portuguesa, à luz das actuais regras do programa.

No entanto, apesar desta redução das compras de dívida portuguesa, o Banco de Portugal garantiu no passado dia 19 de Setembro que há dívida suficiente no mercado e que Portugal continuará a ser abrangido pelo programa do BCE pelo menos até Março. Mas Draghi, a 26 de Setembro, advertiu que as baixas taxas de inflação, que persistem apesar da dimensão do programa de compra de activos em curso, "são sintoma da situação económica subjacente" que apenas será alterada com medidas que só podem ser tomadas pelos governos nacionais. No dia seguinte, foi a vez de o Fundo Monetário Internacional avisar que as munições dos bancos centrais para combater a estagnação estarão perto do fim.



Zona Euro divulga preços no produtor


O índice de preços no produtor na Zona Euro, em Agosto, vai ser hoje divulgado pelo Eurostat. No mês anterior, fixou-se num aumento de 0,1%, sendo que a estimativa do consenso de mercado para Agosto seja de uma descida de 0,1%. Mais um dado económico a gerar expectativa e a dar mais um sinal sobre o estado de saúde da economia na área do euro. 


Google apresenta novos produtos

Depois da Apple, no mês passado, chega a vez da Google. A tecnológica [detida agora a 100% pela Alphabet, que a substituiu em bolsa, no âmbito da nova estrutura operacional anunciada a 10 de Agosto do ano passado] vai apresentar hoje, em São Francisco, novos produtos – sendo que a imprensa especializada tem estado a avançar que deverão estar na calha novos smartphones e um gadget de utilização caseira. Este evento vai centrar as atenções na negociação em bolsa do sector tecnológico esta terça-feira. A Google, liderada por Sundar Pichai, é uma das interessadas em comprar a rede social Twitter, avançaram a CNBC e o Financial Times no passado dia 23 de Setembro.

   

Fed de Richmond sob os holofotes

Jeffrey Lacker, presidente da Reserva Federal de Richmond, vai falar sobre perspectivas económicas para os Estados Unidos. Numa conferência no estado da Virgínia, Lacker – que há um ano era um dos grandes defensores de uma subida dos juros directores dos EUA, o que veio a acontecer em Dezembro depois de quase uma década sem mexidas – poderá dar sinais aos mercados sobre a prossecução da normalização monetária no país. Os investidores estão de olhos postos nos discursos dos membros da Fed para tentarem perceber quando é que o banco central voltará a aumentar os juros de referência, actualmente entre 0,25% e 0,50%. Na quarta-feira será o presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, a pronunciar-se sobre a economia do país, e na sexta-feira é a vez de Stanley Fischer, vice-presidente do banco central. No passado dia 21 de Setembro, a Reserva Federal decidiu não mexer nos juros, apontando para o final do ano a probabilidade de isso poder acontecer – o que, a concretizar-se, será o único aumento em 2016. As bolsas, sobretudo em Wall Street, têm reagido a qualquer nova possibilidade de mexida – ou não – nos juros ainda este ano.




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