Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Os investidores vão esta quarta-feira continuar focados nos bancos centrais. A notícia sobre os estímulos do BCE deverá marcar o arranque da sessão na Europa e as declarações de responsáveis da Fed a parte final da sessão em Wall Street. Pelo meio há dois relatórios do FMI e muitos dados económicos nos EUA.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Reuters
Nuno Carregueiro 05 de Outubro de 2016 às 07:30
BCE vai reduzir estímulos?
A notícia foi publicada pela agência Bloomberg após o fecho da última sessão na Europa e apanhou muitos analistas de surpresa. Segundo a agência de notícias, o BCE deverá adoptar uma abordagem semelhante à da Fed, retirando os estímulos de forma gradual para não criar instabilidade no mercado. A notícia deverá marcar este arranque de sessão nas praças europeias, que vêm de uma série de seis sessões em alta, com destaque para a bolsa de Londres, que está perto de máximos históricos. O impacto da notícia deverá ter um efeito mais forte (e negativo) nos juros da dívida portuguesa. Apesar de feriado em Portugal, os títulos nacionais negoceiam normalmente.

Fed continua na agenda

Do outro lado do Atlântico os investidores também vão continuar atentos à Reserva Federal (Fed). Hoje falam o presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, e o presidente da Fed de Richmond, Jeffrey Lacker. Este último e Loretta Mester, da Fed de Cleveland, já falaram ontem, reforçando os sinais que o banco central vai subir os juros em Dezembro, o que beneficiou o dólar face às principais divisas mundiais.



Bateria de dados nos EUA
Perceber se os juros na maior economia do mundo sobem já em Dezembro vai depender dos dados económicos que vão ser divulgados nas próximas semanas e hoje há muito indicador para analisar: Índice ISM dos serviços, em Setembro; Relatório da ADP sobre a criação de postos de trabalho, em Setembro; Défice comercial, em Agosto; Encomendas à indústria, em Agosto e Encomendas de bens duradouros, em Agosto. Os investidores vão estar sobretudo focados nos dados do emprego, que permitirão antecipar o relatório do Departamento do Trabalho sobre o mercado de trabalho, que vai ser conhecido sexta-feira. Na Zona Euro vão ser divulgadas as vendas a retalho, em Agosto. 


Mais um relatório do FMI
A reunião anual do FMI e Banco Mundial decorre já este fim-de-semana e hoje a instituição sedeada em Washington divulgará mais dois relatórios relevantes: o Fiscal Monitor, com a análise focada nos riscos orçamentais e nível global, e o Global Financial Stability Report, que incidirá sobre os desenvolvimentos na área financeira e de mercados. Ontem o FMI revelou o World Economic Outlook, documento onde cortou as previsões para a economia mundial, com destaque para o PIB dos EUA.  


Petróleo inverte tendência de alta?
O petróleo tem negociado em alta desde o acordo surpresa na OPEP para limitar a produção da matéria-prima. O Brent em Londres já é transaccionado acima dos 51 dólares, também impulsionado pelos receios de que o furacão Matthew possa causar problemas no armazenamento e transporte de petróleo na costa Leste dos EUA. Hoje o Departamento de Energia dos EUA divulga os dados semanais das reservas de combustíveis e os analistas sondados pela Bloomberg estimam um aumento dos inventários, o que a confirmar-se poderá travar a tendência altista da matéria-prima. 



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