Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

O Brexit continua a dominar as atenções dos mercados. Todos os dias há dados novos na incerteza do acontecimento. As políticas dos bancos centrais mantêm-se, também, na ordem do dia.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Alexandra Machado 13 de Outubro de 2016 às 07:30

Minutas da Fed ainda "fervem"


Depois de conhecidas as minutas da reunião da Reserva Federal norte-americana, em que se percebeu que a opção de não proceder à subida das taxas de juro em Setembro não foi consensual, haverá hoje novos dados a acrescentar para perspectivar uma futura decisão da Fed, que admite, no entanto, que o argumentário para uma subida subsequente à de Dezembro último se reforçou. Mas foram feitas referências à  credibilidade da Fed a propósito do adiamento de nova subida das taxas.
Hoje o presidente da Fed do Banco de Filadélfia, Patrick Harker, falará sobre as perspectivas económicas. 



Dados económicos dos dois lados do mundo

Os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, na semana terminada a 8 de Outubro, serão divulgados e os mercados estarão atentos. Segundo a Reuters, deverão ter subido os pedidos. Aguardam-se também os dados dos preços das importações de Setembro que a Reuters aponta para uma subida de 0,2%, enquanto o das exportações deverão manter-se inalterados. Do outro lado do mundo, na China, será conhecida a balança comercial.
As bolsas dos Estados Unidos estarão também atentas aos resultados da companhia de aviação Delta, que poderão dar pistas sobre o comportamento do sector a nível global. 



Mais luz sobre o Brexit?

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, vai ser ouvido no Parlamento inglês. Apesar de não ter a pasta do Brexit, o polémico ministro fez campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, e sendo chefe da diplomacia o tema não deverá ficar de fora da sua audição. No dia em que o Financial Times escreve que a factura do Brexit será de 20 mil milhões de euros para o Reino Unido. A libra continua sob os holofotes, depois de esta terça-feira, 11 de Outubro, ter tocado um novo recorde mínimo face a um cabaz de divisas dos seus parceiros comerciais. A sessão foi, no entanto, de ganhos face ao dólar e ao euro, depois da primeira-ministra Theresa May ter aceitado que o Parlamento se pronuncie sobre o processo de saída ainda antes de o processo formal de desvinculação ser desencadeado, o que acontecerá até Março de 2017.



Petróleo mergulhado em dúvidas

A EIA – Energy Information Administration, o organismo oficial dos Estados Unidos que divulga as estatísticas de energia, revela os dados das reservas semanais de petróleo.  Os preços do petróleo até caíram na sessão de ontem, mas transaccionam acima dos 50 dólares, tanto em Londres como em Nova Iorque.  As quedas das últimas sessões devem-se ao temor de que o acordo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para cortar a produção não seja bem sucedido na redução da oferta. Os membros da OPEP e outros produtores, como a Rússia, reunidos em Istambul confirmaram a realização de uma reunião "técnica de alto nível" nos dias 28 e 29 de Outubro, para tentar um melhor entendimento para o que dizem ser um maior equilíbrio do mercado.


Saldo externo de Portugal em véspera de Orçamento

Por cá, o Banco de Portugal divulgará o saldo externo do país do segundo trimestre do ano. Números que serão lidos com atenção. Em Portugal, o Governo aprovará em conselho de Ministros a sua proposta para o Orçamento do Estado para 2017, ainda sem o acordo com os partidos que o sustentam no Parlamento. A proposta será entregue no Parlamento na sexta-feira, mas ainda há tempo para negociações. 




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