Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira o sector petrolífero estará em destaque nas apresentações de resultados. Ainda no mesmo ramo, as cotações da GE e a Baker Hughes irão estar a reagir ao anúncio de uma fusão das suas unidades de crude e gás. A Alcoa, por seu turno, acordará dividida em duas empresas diferentes. Já em matéria de política monetária, a Fed inicia uma reunião de dois dias, enquanto os bancos centrais nipónico e australiano anunciam as suas decisões.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 01 de Novembro de 2016 às 07:30
Alcoa divide-se em duas

A Alcoa, que inventou o moderno processamento do alumínio e que dá sempre o pontapé de saída das épocas de apresentação dos resultados trimestrais das cotadas dos EUA, separa-se hoje, formalmente, em duas metades. Assim, a partir deste dia 1 de Novembro, passará a haver duas empresas do universo Alcoa: a Alcoa Corp., que manterá o seu legado no processamento de metais industriais [activos mineiros e da fundição]; e a Arconic Inc., que ficará com as unidades de negócio ligadas às componentes para automóveis e aviões. A Alcoa Corporation passará a negociar como uma empresa independente na Bolsa de Nova Iorque, sendo que o símbolo do seu ‘ticker’ será AA. Já a Arconic terá o ‘ticker’ ARNC. 



Fed inicia reunião de dois dias…

O banco central norte-americano vai debruçar-se sobre a política monetária a conduzir no país, mas não espera que mexa nos juros. Depois de em Dezembro do ano passado ter aumentado as taxas de juro directoras pela primeira vez em quase uma década, passando para um intervalo entre 0,25% e 0,50%, este ano os investidores têm estado atentos aos dados económicos e aos sinais da Reserva Federal para terem pistas sobre o timing de uma nova subida. A probabilidade que recolhe maior consenso aponta para que isso aconteça na reunião de Dezembro. Ainda esta terça-feira serão conhecidos os dados da actividade industrial em Outubro, nos EUA. 



… e bancos centrais do Japão e Austrália apresentam decisões

Também esta terça-feira o Banco do Japão (BoJ) terminou a sua reunião de dois dias, mantendo inalterada a sua política monetária, mantendo as taxas aos níveis mínimos em que já estavam e continuando o programa de compra de dívida pública. Também o banco central australiano já divulgou a sua decisão, mantendo inalterada a política em vigor. Estas duas decisões já eram aguardadas neste sentido, mas os mercados olharão para as declarações de ambos os bancos centrais.  



Petróleo em foco 

Entre os resultados que serão apresentados esta terça-feira, como os da Pfizer, Sony, Herbalife, Kellog e Standard Chartered, o destaque vai para as petrolíferas, com a BP e a Shell a divulgarem as suas contas. O mercado estará também atento à evolução das cotações da General Electric e da Baker Hughes, que na segunda-feira anunciaram uma fusão das suas unidades de petróleo e gás, criando assim a segunda maior fornecedora do mundo em matéria de serviços a campos petrolíferos. Ainda no mesmo sector, o Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla original, que é uma entidade privada) divulga as suas estimativas para os inventários de crude na semana passada nos Estados Unidos – que serão depois comparadas com os dados oficiais, no dia seguinte, apresentados pela Administração de Informação em Energia. Também a OPEP continuará debaixo de olho, especialmente depois de hoje ter sido avançado à Reuters, por fontes próximas da organização, que o cartel aprovou uma estratégia de longo prazo para o petróleo.



Libra e Bolsa de Londres atentas a Carney

Esta segunda-feira, 31 de Outubro, Mark Carney confirmou que pretende estender, por um ano, o seu mandato como governador do banco central do Reino Unido. Ficará assim até Junho de 2019 para ajudar a suavizar os efeitos do Brexit [saída da União Europeia] na economia britânica. A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse considerar que Carney é o "homem certo" para o cargo e anunciou o apoio à sua permanência no comando da autoridade monetária. Como irão a bolsa britânica e a libra reagir a este anúncio? O mercado aguarda. 




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