Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Muitas atenções sobre Bruxelas, tanto na reunião do Eurogrupo como nos gabinetes que estão a analisar o esboço orçamental de Portugal. Mas será nos Estados Unidos e no Reino Unido que os olhos estarão mais centrados. Trump e Brexit?
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Alexandra Machado 07 de Novembro de 2016 às 07:30
Grécia volta à agenda dos ministros da Zona Euro

Os ministros da Zona Euro, reunião que se designa de Eurogrupo, vão esta segunda-feira, 7 de Novembro, debater, mais uma vez, a Grécia. Na agenda desta reunião estão os resultados preliminares da missão a Atenas, no âmbito da segunda avaliação do novo resgate ao país. Mas não é só. No Eurogrupo grande parte da agenda será ocupada pela banca, mais particularmente pela união bancária. Estará presente a presidente do Conselho de Supervisão do Mecanismo Único de Supervisão do BCE, Danièle Nouy.Além disso, Espanha e Chipre estão igualmente na agenda. 



Bruxelas pronuncia-se sobre Portugal

Com o Orçamento do Estado a começar a ser debatido na especialidade no Parlamento português, é no entanto em Bruxelas que as atenções estarão esta segunda-feira concentradas, já que termina o prazo para a Comissão Europeia decidir se pede (ou não) que o Governo reformule o esboço orçamental. Tal como o Negócios avança, o cenário mais provável é, no entanto, continuar a analisar o documento, para ter uma avaliação final e recomendações nas duas próximas semanas.



Telecomunicações e energia em destaque na bolsa
Os resultados da Nos referentes ao terceiro trimestre serão o principal anúncio aguardado das cotadas na bolsa de Lisboa. Os analistas do CaixaBI estimam que a Nos tenha registado lucros de 75,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 2,6% do que no mesmo período do ano passado. Só no terceiro trimestre, o resultado líquido terá ficado pelo 24,5 milhões de euros, uma descida de 6,4%. Também esta segunda-feira são aguardados os resultados da Sonaecom. Mas também se aguarda para ver qual a reacção do mercado aos resultados da REN, comunicados no final do dia de sexta-feira. A empresa liderada por Rodrigo Costa apresentou lucros até ao final de Setembro de 70,5 milhões de euros, um recuo de 23,1%  face a igual período do ano passado. 


Eleições nos Estados Unidos ofuscam resultados?
Mais uma mão cheia de resultados é aguardada esta segunda-feira em Wall Street. No entanto, a volatilidade esperada terá as eleições norte-americanas no centro. Hillary Clinton viu o FBI este fim-de-semana a dar-lhe razão na investigação aos emails que mandou enquanto secretária de Estado do seu endereço pessoal de correio electrónico. As últimas sondagens dão vitória à candidata democrata. E nos eleitores que já votaram os números também revelam que o voto democrata está à frente do republicano. Até domingo de manhã, 42,2% dos votos vieram de democratas e 34,9% de republicanos.

Apesar das atenções nas eleições, há muitos dados para "digerir" esta segunda-feira, em termos de resultados empresariais. Marriott International, Disney, News Corp são algumas das empresas que apresentam resultados. No dia em que serão conhecidos os dados do crédito ao consumo de Setembro nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, as estimativas apontam para uma descida para 18 mil milhões de dólares face aos 25,9 mil milhões no mês anterior.

  

Brexit  ongoing?
Depois da decisão do Tribunal Superior de que o Parlamento inglês ter-se-á de pronunciar sobre o accionar do artigo 50.º do Tratado de Lisboa – um revés para o Governo de Theresa May que diz que recorrerá para uma instância mais alta -, o procurador-geral do Reino Unido, Jeremy Wright, fará uma declaração no Parlamento (Câmara dos Comuns) sobre a decisão do Tribunal. Haverá sessão de perguntas por parte dos deputados depois da declaração.

No fim-de-semana, a primeira-ministra britânica insistiu que a saída do país da União Europeia não será obstruída nem por juízes nem por advogados. "Enquanto alguns procuram amarrar-nos as mãos nestas negociações, o Governo continuará com o seu trabalho de garantir que será feita a decisão do povo britânico", escreveu Theresa May ao Sunday Telegraph. O Brexit é de facto algo que os mercados olham com atenção. Até porque, de acordo com Dragfin Norum, administrador na Storebrand Asset Management, uma vitória de Trump até abalará menos os mercados que o Brexit. 




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