Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Por cá, a sobressair nesta quinta-feira vai estar a Assembleia Geral e os resultados dos primeiros nove meses do BCP, bem como as contas da Sonae. Mas o grande destaque do dia, em todo o mundo, estará nos Estados Unidos e de como o vencedor das eleições presidenciais irá mexer com as bolsas e outros mercados, que começaram a afundar na negociação fora de horas assim que Trump se destacou na liderança.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 09 de Novembro de 2016 às 07:30
Novo residente na Casa Branca. Como vão reagir os mercados?

Os mercados vão estar todos a reagir ao resultado das eleições presidenciais norte-americanas desta terça-feira, que apontam para a vitória mais do que provável de Donald Trump. Acções, obrigações, câmbios e matérias-primas vão evoluir ao sabor do que se espera do novo presidente dos Estados Unidos. Ao longo da noite, nas negociações fora de horas, era já visível o sentimento perante a liderança de Trump nas contagens: as bolsas afundaram, bem como o petróleo e o peso mexicano. Já os valores-refúgio por excelência, como o ouro, iene e Obrigações norte-americanas do Tesouro a 10 anos, estão a ganhar terreno numa altura em que os investidores procuram maior segurança.



Bolsa nacional atenta à AG e resultados do BCP

A praça lisboeta vai acompanhar com atenção a Assembleia Geral do banco liderado por Nuno Amado, onde se decidem duas condições impostas pelos chineses da Fosun para entrar no capital do BCP - que após o fecho da sessão irá também apresentar os seus resultados dos primeiros nove meses do ano. O BCP, recorde-se, procedeu no passado dia 24 de Outubro à fusão das suas acções, com cada investidor a ficar com uma acção por cada 75 detidas. Há ainda mais uma cotada portuguesa a apresentar esta quarta-feira os resultados dos primeiros nove meses do ano, a Sonae – e os analistas do CaixaBI estimam que os lucros da empresa liderada por Paulo Azevedo tenham caído 20% para 114 milhões de euros.



"Ouro negro" à espera de dados sobre inventários nos EUA

O petróleo volta a estar em destaque. Esta quarta-feira tem início um fórum sobre crude e gás, em Moscovo, com o tema "exploração, produção e processamento em 2016", onde marcarão presença representantes dos Ministérios da Energia da Rússia, Alemanha, Irão, Japão, Cazaquistão e China. O fórum irá decorrer até sexta-feira, dia 11. A Agência de Informação em Energia – dependente do Departamento norte-americano da Energia – divulga os dados sobre as reservas de crude, gasóleo e destilados na semana passada nos EUA. 



Europa em foco com dados, relatórios e discursos

Os mercados têm mais um foco de interesse esta quarta-feira no Velho Continente. A Comissão Europeia apreenta as suas projecções económicas de Outono e também o relatório anual sobre os progressos dos candidatos a membros da UE: Sérvia, Montenegro, Albânia, Macedónia, Kosovo e Bósnia. Além disso, a presidente do conselho de supervisão do Banco Central Europeu (e líder do Mecanismo único de Supervisão – o braço regulador do BCE), Daniele Nouy, discursa em Bruxelas, ao passo que Benoit Coeure, membro do conselho executivo do BCE, fala em Lyon. Ainda em Bruxelas, logo pela manhã, também Peter Praet, membros do conselho executivo da autoridade monetária europeia, irá proferir um discurso na conferência anual organizada pelo Banco Nacional da Bélgica, pelo Imperial College London e pelo Brevan Howard Centre, sob o tema "Que mix de políticas devemos ter para um mercado de capitais europeu próspero?"

   

Investidores atentos a mais resultados de empresas e aos partners do Goldman

Esta quarta-feira há mais empresas a confessarem-se ao mercado. Serão reportadas as contas da Oi, Munich Re e Sun Life Financial, entre outras. Outro acontecimento em evidência é o do esperado anúncio, por parte do Goldman Sachs, dos seus "partners" (sócios) de 2016. O banco norte-americano promove colaboradores, em todos os anos pares, a "partners" – em 2014 atribuiu este título a 78 pessoas, naquele que foi o número mais elevado de sempre num só ano.




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