Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

As bolsas mundiais continuam a assimilar o “efeito Trump” e são já bastante visíveis os sectores que mais ganham e perdem com o republicano na Casa Branca. Depois de o Dow Jones ter fechado a marcar um máximo histórico e as bolsas europeias terem regressado às perdas, como irá hoje o mercado evoluir?
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 11 de Novembro de 2016 às 07:30
Bolsas ainda a digerir Trump

Na quinta-feira, o "efeito Trump" levou o índice de referência nacional, PSI-20, a cair para um mínimo de quatro meses, depois de na véspera ter sido uma das poucas praças europeias que não se animou com o discurso daquele que vai ser o novo presidente dos Estados Unidos. Ontem, os restantes mercados accionistas europeus também regressaram a terreno negativo. Esta sexta-feira, na praça lisboeta o sector financeiro poderá mexer depois de terem sido divulgados os resultados do Novo Banco, já que o BCP e o BPI têm uma exposição ao banco via Fundo de Resolução. Também o grupo EDP estará em destaque, depois das fortes perdas das duas últimas sessões (mais de 1,2 mil milhões de euros de corte na capitalização bolsista), muito à conta dos receios quanto à actividade das renováveis nos Estados Unidos – que tem um peso significativo nas contas da EDPR) depois da incerteza que paira sobre o seu futuro após a vitória de Trump.



Petróleo à espera de melhores notícias

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) apresenta o seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero. As cotações da matéria-prima estiveram ontem a descer, depois de a Agência Internacional de Energia - que revelou que a oferta global subiu para os 97,8 milhões de barris por dia em Outubro, devido ao contínuo crescimento da produção petrolífera entre os países da OPEP e de outros como o Brasil, a Rússia, o Canadá e o Cazaquistão – ter advertido que sem o prometido corte da OPEP o mercado poderá ficar numa possível situação de sobreprodução em 2017.



Empresas de todo o mundo continuam a apresentar contas

Esta sexta-feira há mais empresas a confessarem-se ao mercado. Serão reportadas as contas da Allianz, Petrobras, Toshiba, Rosneft, Nippon Telegraph e Samsung Life Insurance. Nos EUA começa a diminuir o ritmo diário de apresentação dos resultados trimestrais das empresas norte-americanas. Os analistas estimam que os lucros das cotadas do S&P 500 tenham crescido 2,5% em média no trimestre compreendido entre Julho e Setembro, quando no início do mês apontavam para uma quebra média de 1,6%. 



Economia e comércio em foco nos EUA e na Europa

Esta sexta-feira, serão divulgados os dados relativos ao sentimento dos consumidores norte-americanos – que deve ter melhorado ligeiramente em inícios de Novembro, depois de ter caído no mês anterior para mínimos de um ano, projectam os economistas da Universidade do Michigan. No Velho Continente, destaque para a reunião em Bruxelas dos ministros do Comércio da União Europeia, que vão discutir as regras anti-dumping e a Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês).



Ratings à espreita

O calendário de eventuais revisões das notações soberanas, sobretudo na Europa, está bastante preenchido esta sexta-feira, 11 de Novembro. No entanto, os relatórios sobre os ratings e perspectivas para as dívidas soberanas podem não ser publicados, uma vez que este agendamento é apenas indicativo. Entre as "três grandes", a Moody’s poderá anunciar decisões relativamente aos ratings da Croácia e Chipre, ao passo que a Fitch poderá pronunciar-se em relação à Ucrânia e a Standard & Poor’s poderá ter algo a dizer sobre Itália, Omã, Montenegro, Egipto e Geórgia. Já agência de notação financeira canadiana DBRS poderá apresentar relatórios sobre a Áustria e Noruega.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Jhs Pd Johnson Há 3 semanas

fisica

pub