Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Os mercados mundiais continuam a assimilar o “efeito Trump”, com o dólar e os juros a subirem e com sectores como a banca e a indústria a ganharem terreno em bolsa, ao passo que as tecnologias vão perdendo brilho. Há também dados económicos importantes para medir o pulso à saúde da Europa e dos EUA.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 15 de Novembro de 2016 às 07:30
Mercados continuam atentos a Trump

As expectativas em torno da política que vai ser levada a cabo pelo próximo presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a ditar a evolução dos mercados. Nas bolsas, os títulos do sector financeiro, mineiros e industriais têm estado a ter um bom desempenho, ao passo que os tecnológicos já caem há quatro sessões consecutivas perante os receios de eventuais medidas proteccionistas de Trump que poderão penalizar as suas actividades fora do país. Esta terça-feira, os vencedores e perdedores continuarão a ser os mesmos? Há também mais empresas a divulgarem os seus resultados, o que pode influenciar os sectores em que operam: destaque nos EUA para as contas da Home Depot e na Europa para as da Vodafone.



Petróleo à espera de mais dados

O Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla original, que é uma entidade privada) publica o seu relatório com as estimativas para os inventários de crude na semana passada nos EUA. As cotações do crude têm estado a perder terreno, minando também o comportamento dos títulos do sector em bolsa. A pressionar está a excessiva oferta mundial, numa altura em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com destaque para o Irão, aumentou a sua produção em Outubro, quando o compromisso assumido é de um corte no seu tecto de produção. Na segunda-feira, o "ouro negro" atingiu mínimos de três meses, naquela que foi a terceira sessão consecutiva a negociar no vermelho.



Economia em foco nos EUA e na Europa

Por cá, o INE apresenta os dados da actividade turística em Setembro e as Contas Nacionais Trimestrais (estimativa rápida para o terceiro trimestre). Na Zona Euro serão também divulgados pelo Eurostat os dados relativos ao PIB do terceiro trimestre, bem como a balança comercial em Setembro. A Alemanha, por seu lado, anuncia igualmente o PIB do terceiro trimestre e no Reino Unido conheceremos a inflação de Outubro. Nos Estados Unidos serão anunciados os números das vendas a retalho em Outubro – que se estima que terão aumentado, em parte devido à forte procura por carros – e o índice dos preços na importação, também em Outubro.



Futuro do sector financeiro em destaque

O Bank of America Merrill Lynch promove uma conferência de dois dias dedicada ao tema ‘Futuro do Sector Financeiro’. Entre os bancos participantes contam-se o Goldman Sachs, Wells Fargo e JPMorgan Chase. Isto numa altura em que a banca tem estado a ter um bom desempenho nas bolsas norte-americanas, sustentada pela expectativa de que as políticas económicas de Donald Trump acelerem uma subida dos juros e que a nova governação seja menos exigente em termos de regulação no sector.



Discursos de responsáveis de bancos centrais animam dia

O governador do Banco de Inglaterra (BoE), Mark Carney, testemunha perante a Comissão do Tesouro, no Parlamento britânico. Irá falar sobre as projecções económicas e sobre as perspectivas para a política monetária do banco central e será inquirido sobre a decisão de alargar em um ano o seu mandato à frente do BoE, até 2019. Do outro lado do Atlântico também há também discursos. O vice-presidente da Reserva Federal norte-americana, Stanley Fischer, irá debruçar-se sobre a liquidez do mercado, num evento na Brookings Institution, em Washington. Já Eric Rosengren, presidente da Fed de Boston, falará num seminário da Câmara de Comércio de Portland.




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