Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta segunda-feira, o BCP estará no centro das atenções, depois de se ter sabido que os chineses da Fosun vão entrar no banco e tornar-se o principal accionista, com 16,7% do capital, pagando 1,1089 euros por acção - um desconto de 26% face ao preço máximo que tinham assumido poder vir a pagar. A política europeia e norte-americana continuará também debaixo de olho, bem como os possíveis sinais do rumo da política monetária deste e do outro lado do Atlântico.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 21 de Novembro de 2016 às 07:30
Bolsa nacional atenta ao BCP

Depois do anúncio, no domingo, 20 de Novembro, de que o BCP já aprovou a entrada da Fosun no seu capital – passando assim o grupo chinês [que em Portugal detém a Fidelidade e a Luz Saúde] a ser o principal accionista, com 16,7% - as acções do banco liderado por Nuno Amado vão estar esta segunda-feira sob os holofotes dos investidores na praça lisboeta. Resta saber como será a evolução das cotações, depois de se saber que a entrada da Fosun – concretizada através de um aumento de capital – será feita mediante o pagamento de 1,1089 euros por cada acção do BCP, o que corresponde a menos 26% face ao preço máximo que os chineses tinham assumido vir a pagar (1,5 euros por acção) quando fizeram o anúncio no passado dia 29 de Julho. 



Política continua a mexer com os mercados

Nos EUA, há menos um dia de negociação bolsista, com a celebração do Dia de Acção de Graças na quinta-feira. Os investidores vão continuar esta semana atentos aos sectores que mais podem ganhar e perder com as políticas da Administração Trump e estão atentos a sinais sobre o rumo que a Fed dará às taxas de juro, com a expectativa centrada na possibilidade de serem aumentadas já na reunião de Dezembro. Na Europa, também houve novidades. Na Alemanha, a recandidatura de Angela Merkel à liderança do seu partido (CDU), anunciada no domingo, retirou alguma incerteza ao mercado. Já em França, os resultados da primeira volta das eleições primárias de centro-direita ditaram que serão Fraçois Fillon e Alain Juppé que se defrontarão na segunda volta no próximo domingo, 27 de Novembro, depois de Nicolas Sarkozy ficar fora da corrida. Quem ganhar a segunda volta representará o UMP nas eleições presidenciais de 2017, contando também à direita com uma adversária que tem vindo a ganhar terreno nas mais recentes sondagens: Marine Le Pen, da Frente Nacional.



Mercado petrolífero de olho na OPEP

O comité técnico da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reúne-se esta segunda-feira em Viena para discutir a implementação do corte de produção do cartel acordado a 28 de Setembro na Argélia. Apesar de haver indicações recentes de progressos quanto à concretização deste corte, os investidores continuam receosos, já que a OPEP anunciou entretanto uma produção recorde em Outubro. As acções do "ouro negro" têm reflectido as incertezas do mercado, tendo acumulado um saldo semanal negativo.



Economia também estará em foco

Esta segunda-feira, por cá há mais dados económicos, com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a divulgar os números da produção industrial em 2015 e das novas encomendas na construção e obras públicas no terceiro trimestre. Nos EUA, conheceremos os valores da compra de dívida por parte da Reserva Federal, além de que haverá leilão de Obrigações do Tesouro. A nível corporativo, a Tyson Foods está entre as empresas que esta segunda-feira apresentam as contas do terceiro trimestre.   



Política monetária mantém-se na ordem do dia
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, vai discursar perante o Parlamento Europeu, esperando-se que dê mais indicações sobre o rumo da política monetária na Zona Euro, menos de um mês antes da reunião de Dezembro. Além disso, Luis Maria Linde e François Villeroy, membros do conselho de governadores do BCE, falarão em Madrid, num encontro da Associação de Mercados Financeiros. Do outro lado do Atlântico, o membro da Reserva Federal Stanley Fischer deverá reiterar a ideia de se subirem as taxas de juro directoras na reunião da Fed no próximo mês. 



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