Bolsa Galp e EDP impulsionam bolsa nacional

Galp e EDP impulsionam bolsa nacional

A bolsa nacional subiu, pelo terceiro dia consecutivo, a beneficiar dos ganhos expressivos da Galp e EDP, num dia em que as praças europeias foram sustentadas pelo sector da energia. O BCP, que iniciou o dia a subir mais de 6%, terminou em queda.
Sara Antunes 21 de Novembro de 2016 às 16:42

O PSI-20 subiu 0,41% para 4.438,52 pontos, com seis acções em alta, 11 em queda e uma inalterada. 

 

A Galp Energia foi a grande impulsionadora do índice, ao subir 2,72% para 12,665 euros, à semelhança do que aconteceu no resto da Europa, cujas praças beneficiaram das empresas do sector da energia, numa altura em que os preços do petróleo estão a disparar mais de 3%, a reflectir a expectativa em torno da concretização do acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de corte de produção.

A EDP também contribuiu para esta evolução, ao ganhar 1,67% para 2,735 euros. Já a EDP Renováveis caiu 0,58% para 6,003 euros, travando os ganhos na praça lisboeta. 

 

Na banca, o destaque da sessão foi o BCP, que iniciou o dia a subir 6% e terminou a cair 0,72% para 1,24 euros. Esta oscilação do preço das acções do banco liderado por Nuno Amado surge depois de no domingo ter sido conhecido que a Fosun já é o maior accionista do banco, tendo investido 175 milhões de euros para ficar com 16,7% do capital. 

 

O valor pago pela Fosun (1,1089 euros por acção) está 11,2% abaixo do valor de fecho das acções do BCP na sexta-feira e 26% abaixo do preço máximo que a Fosun tinha assumido vir a pagar (1,5 euros por acção) quando, a 29 de Julho, foi revelado o anúncio. O Haitong considera que o valor é "desapontante", mas salienta que os termos deste aumento de capital são mais favoráveis do que se o BCP tivesse de ir ao mercado.

A travar a subida da bolsa esteve também a Jerónimo Martins, ao recuar 0,37% para 14,83 euros, uma tendência partilhada pela rival Sonae SGPS, que desceu 0,53% para 0,757 euros.

 

Os CTT estão também pesaram na negociação, ao descerem 0,14% para 5,75 euros. As acções da empresa liderada por Francisco Lacerda têm estado sob pressão pela medida do Governo de incentivo às notificações electrónicas. O lançamento da morada única digital, anunciado na quinta-feira, 17 de Novembro, pelo Governo terá impacto nas contas dos CTT. Mas a sua dimensão vai depender da capacidade da empresa em cortar custos, alertam os analistas.

 

Assumindo que a decisão do Governo leva a que 25% dos cidadãos subscrevam as notificações electrónicas, os cálculos do Haitong apontam para um potencial impacto de "10 milhões nas receitas em 2017 e um impacto adicional em 2018 de 20 milhões". Os analistas do banco de investimento adiantam que esta evolução poderá ser "parcialmente anulada por um aumento de preços".

 

Destaque ainda para os títulos da Pharol, que subiram 2,09% para 0,195 euros, ainda a recuperar parte das quedas acentuadas registadas nas últimas semanas devido à incerteza em torno do futuro da Oi, operadora na qual a Pharol detém 22%. 


(Notícia actualizada às 16:48 com mais informação)




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comentários mais recentes
Pedro Lima Há 2 semanas

A nossa bolsa é o exemplo crasso do país. Não vale um charuto! E ninguém quer nada com ela.

Anónimo Há 2 semanas

NAVIGATOR, 0.61 EUROS POR AÇÃO DE DIVIDENDOS, COMPRAR E SABER ESPERAR, A EMPRESA MAIS BEM ORGANIZADA DO PS-2O, O REFUGIO DOS PEQUENOS INVESTIDORES , JUROS DE MAIS DE 8%, EMPRESA EXPORTADORA, UMA BOA APOSTA.

zzzz Há 2 semanas

Eu nunca acreditei, foi sol de pouca dura, se os chinocas dão 1.1049 por ação , é lógico que não passou de especulação, para apanhar mais uns parvos, amanhã vai ser a doer,

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