Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Os mercados continuam a evoluir ao sabor das expectativas em matéria de política monetária dos bancos centrais, com os investidores em grande antecipação da reunião do BCE no dia 8. Haverá também dados económicos para medir o pulso às economias alemã, britânica e norte-americana.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 07 de dezembro de 2016 às 07:30
Investidores na expectativa da reunião do BCE

A expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa anunciar, na reunião de quinta-feira, um reforço dos estímulos à economia esteve a animar ontem as bolsas europeias – podendo hoje a tendência manter-se. Segundo analistas citados pela Bloomberg, a autoridade monetária da Zona Euro deverá prolongar o seu programa de compra de activos por, pelo menos, seis meses. Tendo em conta que o programa tinha fim anunciado para Março de 2017, o prolongamento poderá significar a sua extensão até, pelo menos, Setembro. No entanto, alguns analistas acreditam que o nível mensal de compras poderá, ainda assim, ser reduzido.

A bolsa italiana, que esteve em contraciclo com o resto na Europa na segunda-feira e que fechou a perder terreno, recuperou fôlego na sessão de ontem – com especial destaque para os títulos da banca, numa altura em que os investidores tentam perceber quais as implicações do resultado do referendo em Itália para o sector.


A convicção de que o BCE anuncie a extensão do programa de compra de activos até, pelo menos, Setembro, aliviou também os juros da dívida europeia. 



Indicadores económicos debaixo de olho

Na véspera da reunião do BCE são divulgados dados sobre a evolução da actividade industrial na Alemanha e no Reino Unido, ambos referentes a Outubro. O Commerzbank refere que os últimos indicadores divulgados apontam para um dado positivo. Nos EUA, conheceremos os dados relativos ao crédito ao consumo em Outubro. 



Petróleo à espera de novos dados

Os preços do "ouro negro" registaram ontem a primeira queda desde a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na passada quarta-feira, em que foi acordado um corte de produção de 1,2 milhões de barris por dia. A penalizar a matéria-prima na terça-feira, que desceu de máximos de 16 meses, esteve o facto de os analistas sondados pela Bloomberg anteciparem que a produção da OPEP tenha aumentado a sua produção em Novembro para 34,16 milhões de barris diários – o que, a confirmar-se, será um novo recorde. No entanto, o corte de produção anunciado pelo cartel só entrará em vigor em Janeiro, pelo que os investidores poderão decidir dar o "benefício da dúvida" à OPEP e deixar de castigar os preços.

Hoje, a Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga os dados dos inventários de crude, gasolina e gasóleo na semana passada nos Estados Unidos.



Serviços financeiros norte-americanos continuam em destaque

Os presidentes executivos da Synchrony Financial, Margaret Keane, do Fifth Third Bancorp, Greg Carmichael, e do Capital One Financial Corp, Richard FAIRBANK, estão entre os oradores que vão discursar no último dia da conferência do Goldman Sachs dedicada aos Serviços Financeiros nos EUA, que se realiza em Nova Iorque.



Mercados financeiros e acções em análise

Esta quarta-feira, a Associação norte-americana da Indústria dos Valores Mobiliários e dos Mercados Financeiros (SIFMA, na sigla em inglês) promove um briefing para os meios de comunicação social e uma sessão de perguntas e respostas sobre o estado deste sector. O "chairman" e o CEO da SIFMA, Tim Scheve e Ken Bentsen, respectivamente, estarão entre os oradores deste evento a ter lugar em Nova Iorque.




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