Newsletter Cinco Temas 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira os investidores nacionais vão continuar atentos ao BCP, que nas duas últimas sessões atingiu mínimos de sempre. Também o Monte dei Paschi continua a concentrar os olhares.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 29 de dezembro de 2016 às 07:30
BCP prossegue em mínimos históricos?

Na sessão de ontem, o BCP marcou novos mínimos históricos, ao tocar nos 1,0381 euros. O banco liderado por Nuno Amado está a perder terreno há duas jornadas, depois de duas semanas de saldo negativo. Na semana passada, o BCP já tinha sentido turbulência devido à notícia que dava conta da intenção do Governo polaco em aumentar o imposto sobre os empréstimos hipotecários concedidos em moeda estrangeira. Antes disso, os apuros do italiano Monte dei Paschi, que arrastaram todo o sector financeiro europeu, tinham já tido efeitos negativos sobre as acções do Banco Comercial Português. Esta quinta-feira, o banco conseguirá recuperar terreno ou vai manter-se em mínimos de sempre?



Monte dei Paschi à espera de voltar a negociar

O banco italiano Monte dei Paschi di Siena continua a centrar as atenções. Na terça-feira, o BCE indicou que o Monte dei Paschi necessita de cerca de 8,8 mil milhões de euros – e não cinco mil milhões, como se estimava - para atingir uma situação de liquidez estável. Começou por se avançar que o Estado italiano deveria entrar com 6,3 mil milhões de euros, mas ontem a Reuters referia pode chegar a 6,5 mil milhões – dinheiro esse que vai ser retirado do fundo de ajuda ao sector financeiro, no valor de 20 mil milhões de euros, que foi aprovado na semana passada pelo parlamento transalpino. Na quarta, feira, o governo italiano garantiu que o plano de resgate que está em cima da mesa é suficiente. As acções do Monte dei Paschi foram suspensas na sexta-feira e, até haver nova informação relevante (os termos do resgate e o preço a que o Estado vai comprar as acções), vão continuar sem negociar em bolsa.



Dow vai ou não aos 20.000 pontos antes do final do ano?

As principais praças norte-americanas, que na terça-feira se aproximaram de recordes, com o Nasdaq Composite a chegar mesmo a marcar um máximo de sempre, estiveram ontem a corrigir. As bolsas do outro lado do Atlântico continuam a registar um volume de negociação abaixo do habitual, mas normal para esta época do ano, e os investidores estão expectantes, à espera de ver se o Dow Jones conseguirá atingir o nível psicológico dos 20.000 pontos ainda este ano, numa altura em que faltam apenas duas sessões bolsistas em 2016.


Mais dados económicos para avaliar as economias

Esta quarta-feira há mais indicadores económicos para medir o pulso às economias. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística divulga as contas nacionais. No resto da Europa, teremos o Banco Central Europeu (BCE) a divulgar os dados sobre os agregados monetários, relativos a Novembro. Nos Estados Unidos, por seu lado, serão conhecidos os dados relativos aos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada.

 


Petróleo e gás: as reservas em destaque

A Administração de Informação em Energia – sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia – divulga os seus dados relativos aos inventários semanais de crude e gasóleo nos EUA, bem como os números referentes aos stocks de gás natural.  Ontem, as cotações do crude continuaram em alta – pela oitava sessão consecutiva –, apesar da forte valorização do dólar, cujo índice da Bloomberg (o Dollar Spot Index mede o desempenho de um capaz de 10 divisas líderes a nível internacional face à nota verde) está a negociar no valor mais alto em mais de uma década. Em Londres, o Brent do Mar do Norte para entrega em Fevereiro chegou mesmo a tocar no valor mais alto do ano, nos 56,22 dólares por barril.


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