Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Há confiança dos investidores na Zona Euro, mas será Angela Merkel a falar do futuro no Velho Continente. Será que é desta que o Dow Jones atinge os 20 mil pontos?
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Alexandra Machado 09 de Janeiro de 2017 às 07:30
Juros portugueses a subir

Os juros portugueses para a dívida a 10 anos portuguesa transaccionada no mercado secundário estão nos 4%. Uma subida que tem sido olhada com preocupação. Os motivos são vários. As expectativas sobre uma possível retirada mais acelerada dos estímulos na Zona Euro e a robustez da economia norte-americana são os argumentos para o castigo às ‘yields’ associadas à negociação das obrigações dos países membros da moeda única, levando os juros de Portugal para novos máximos de quase um ano. O IGCP já reviu em baixa o montante a emitir em obrigações do Tesouro este ano de 16 para 15 mil milhões de euros.



O futuro visto por Angela Merkel

Em ano de eleições marcantes na Europa – uma das quais na própria Alemanha - a chanceler faz o primeiro discurso do ano. Angela Merkel fala sobre o futuro da Europa, num momento em que aumentam os receios em torno de maiores ondas de populismo em países-chave da região, como é o caso francês, com a maior popularidade de Marine Le Pen. As eleições na Alemanha e em França estão na lista de eventos que suscitam preocupação para 2017, com o crescimento dos movimentos nacionalistas. Da Alemanha virão ainda dados sobre a produção industrial referentes a Novembro, da qual se espera um crescimento de 0,6%, e da balança comercial do país



Desemprego e confiança dos investidores na Europa

A semana arranca com a divulgação pelo Eurostat da taxa de desemprego na Zona Euro e nos seus vários países, alguns dos quais, como Itália, divulgam os seus próprios indicadores. Em Portugal, o INE revelou que em Outubro, depois de ter revisto a taxa, o desemprego continuou a cair para os 10,6%, menos 0,3 pontos percentuais face a Setembro, apontando para uma estimativa para Novembro de continuada queda, para 10,5%. O Governo espera que 2016 termine com uma taxa de desemprego média de 11,2%.

Ainda na Zona Euro o índice de confiança dos investidores, medido pela Sentix, vai ser divulgado com respeito a Janeiro.


O Brexit continua a agitar

Depois de Theresa May ter garantido que a estratégia para a saída do país da União Europeia não era uma confusão, o Parlamento britânico poderá voltar hoje ao tema. O partido trabalhista, na oposição, quer a presença do Governo no Parlamento para falar sobre a demissão do embaixador do Reino Unido na União Europeia, Ivan Rogers. Se o pedido for concedido, haverá um ministro no Parlamento britânico a falar do sucedido durante a tarde.

 


À espera do Dow nos 20 mil pontos

Desde o final do ano passado que se espera para ver quando é que o Dow Jones atinge o patamar dos 20 mil pontos. Ainda não foi na sexta-feira, dia em que esteve muito perto da marca, mas que acabou por não passar. Na parte final da sessão de sexta o índice norte-americano negociou nos 19.999,63 pontos, não chegou aos 20 mil mas representou novo máximo histórico. O Dow Jones acabou a sessão a subir 0,34% para 19.966,20. Os restantes índices norte-americanos também atingiram recordes. O S&P500 subiu 0,49% para 2.280,13 pontos e o Nasdaq valorizou 0,6% para 5.521,05 pontos.Será que é desta?

Os mercados estarão atentos aos discursos de dois membros da Fed. Eric Rosengren e Dennis Lockhart poderão deixar novas pistas sobre as próximas subidas de juros no país, depois das últimas minutas da Reserva Federal dos EUA divulgadas terem deixado a indicação de que a política de Donald Trump poderá influenciar a subida de juros no país.

Ainda nos EUA, o encontro anual em Detroit de fabricantes e fornecedores de automóveis terá este ano um novo tema de conversa. No evento anual internacional (North American International Auto Show) o tema da chegada de Donald Trump à Presidência não ficará esquecido. Afinal o presidente-eleito tem falado sobre alterações à política para o automóvel e ao aumento das taxas para quem invista no exterior, México por exemplo, e depois importe para o país.




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