Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Dia forte de dados na Zona Euro - produção industrial no bloco da moeda única, PIB na Alemanha e actas do Banco Central Europeu - enquanto por cá se aguardam as vendas preliminares do último trimestre da Jerónimo Martins. O BCP, que ontem renovou um mínimo histórico, continuará sob os holofotes dos investidores.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 12 de Janeiro de 2017 às 07:30
BCP vai interromper o ciclo de quedas?

Há duas sessões que as acções do banco liderado por Nuno Amado permanecem pressionadas pelo aumento de capital de 1.330 milhões de euros que deverá permitir reforçar os rácios, devolver as ajudas de Estado e levar à subida da posição dos chineses da Fosun. Além do preço a desconto a que as novas acções serão vendidas, permanece a indefinição sobre se a Sonangol aproveitará para reforçar na instituição e sobre o calendário da operação. Há duas sessões que o BCP renova mínimos históricos – ontem encerrou nos 84,54 cêntimos, a afundar 8,42%. Recuperarão hoje? "Até que as expectativas se cristalizem, a cotação deverá apresentar uma crescente e elevada volatilidade", afirmou ontem João Queiroz, director de negociação do Banco Carregosa. Veja na calculadora do Negócios quantas acções pode subscrever e quanto terá que investir se quiser participar no aumento de capital do BCP.


Jerónimo Martins deverá revelar último trimestre "forte"

A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos mostra hoje as vendas preliminares relativas a 2016. Marcada para depois do fecho dos mercados, a comunicação ao mercado chega após várias casas de investimento, como o JPMorgan, anteciparem um último trimestre "forte". O Haitong estima que os lucros tenham crescido 33% para 108,1 milhões de euros enquanto o HSBC aponta para um aumento de 6,7% nas receitas, para 3.788 milhões de euros. O CaixaBI acredita que a retalhista tenha fechado todo o ano 2016 com resultado líquido de 616 milhões de euros, praticamente o dobro dos 333 milhões no ano anterior. Os resultados líquidos do ano serão conhecidos a 22 de Janeiro e deverão incorporar o valor resultante da venda da Monterroio – Industry & Investments BV, além da performance positiva esperada para a unidade na Polónia, a Biedronka.



Produção industrial confirmará robustez da Zona Euro?

Depois de uma série de resultados sólidos que aponta para uma forte recuperação do ritmo de crescimento da economia da Zona Euro no último trimestre de 2016, os dados da produção industrial em Novembro - que serão divulgados pelo Eurostat - poderão reforçar a ideia da recuperação ou colocar dúvidas ao ritmo de crescimento do bloco europeu. No bloco dos 19, o desemprego está em mínimos de mais de sete anos, a confiança na economia no nível mais elevado em mais de cinco anos e o sentimento dos investidores em máximos de quatro anos e meio. 


Alemanha divulga PIB de 2016

A performance da maior economia do euro vai estar em análise esta quinta-feira, dia em que serão conhecidos os dados do PIB alemão relativos a 2016. No terceiro trimestre a economia germânica cresceu ao ritmo mais lento do último ano, ao somar 0,2% em cadeia – abaixo do previsto pelos analistas -, contra os 0,4% registados no segundo trimestre. Os analistas sondados pela Bloomberg estimam que a economia se tenha expandido 1,8% nos últimos três meses em relação ao mesmo período do ano anterior, que significa um crescimento em relação à variação homóloga de 1,7% no terceiro trimestre. 

 


BCE revela actas da reunião em que estendeu compra de activos

O Banco Central Europeu (BCE) dá a conhecer as actas produzidas na reunião de 8 de Dezembro, a última realizada no ano passado, onde podem sinalizar a evolução da política monetária na Zona Euro em face dos últimos indicadores de desempenho. Foi o encontro em que se decidiu a extensão do programa de compra de activos pelo menos até ao final deste ano (o prazo anterior apontava para que terminasse em Março de 2017) e reduzir, a partir desse mês de Março, o ritmo de compras de 80 mil milhões de euros para 60 mil milhões, levando o potencial de compras de obrigações públicas e privadas a 780 mil milhões de euros (contra os 960 milhões antes esperados).




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comentários mais recentes
Anónimo Há 6 dias

1º Ja foste roubado pelos bancos. 2ºjá foste roubado pelo governo.3º tambem pelas finanças4ºNão sabes se terás dinheiro para pagar.5º se não pagares até o fundo das calças te levam

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