Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Em Lisboa aguarda-se a possível avaliação da Moody's a Portugal, enquanto BCP e Jerónimo Martins devem reagir, respectivamente, ao prospecto do aumento de capital e às vendas preliminares de 2016 da retalhista. A Fiat, que ontem tombou em bolsa depois de investigada nos EUA, deve concentrar atenções em Milão.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 13 de janeiro de 2017 às 07:30
Moody’s pode rever rating de Portugal

Três dias depois da primeira emissão de dívida do ano - em que Portugal pagou os juros mais elevados desde a saída da "troika" para se financiar numa operação sindicada a dez anos - e com as ‘yields’ das obrigações próximas ou acima dos 4% nas últimas sessões, a Moody’s tem hoje calendarizada uma possível avaliação a Portugal – embora antecipe "ratings" estáveis para os países do euro. Desde Julho de 2014 que a agência não mexe no rating (em Ba1, primeiro nível de não investimento) nem no outlook (estável). Há um mês a agência de notação financeira alertava para as metas "bastante desafiantes" em termos orçamentais este ano (condicionadas pela incerteza na banca, em torno da venda do Novo Banco e recapitalização da CGD) e apontava para as elevadas dívida externa e pública.



BCP: o dia depois do prospecto do aumento de capital

Cinco sessões de quedas consecutivas, três mínimos históricos renovados e menos 200 milhões de euros em capitalização bolsista depois, as acções do banco liderado por Nuno Amado deverão hoje reagir aos termos do aumento de capital de 1.330 milhões de euros, cujo prospecto da oferta foi conhecido ontem. As acções vão ajustar ao reforço de capital a 17 de Janeiro e os direitos começam a negociar dois dias depois. E o banco fala, no documento, em possível regresso a dividendos em 2018.



Depois do trimestre "forte", como reagirão os títulos da Jerónimo Martins?

Aumento de 6,5% das vendas líquidas (para mais de 14 milhões de euros), as vendas da unidade polaca Biedronka a representar mais de dois terços do negócio total, a cadeia colombiana Ara – uma entrada recente – a quase duplicar as vendas. Foi este o reflexo do "trimestre forte" da Jerónimo Martins, anunciado ontem e que já tinha sido antecipado pela generalidade dos analistas. Esta manhã, os títulos da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos já deverão reflectir em bolsa a leitura dos investidores.


Fiat continuará a cair em bolsa?

A marca italiana, que ontem foi envolvida num possível novo escândalo de manipulação de emissões de gases nocivos nos EUA, deverá voltar a estar no centro das atenções dos investidores. Em causa estão mais de 104 mil carros produzidos entre 2014 e 2016 que terão instalado um software que manipula as emissões de óxido de azoto. Ontem, depois de revelados possíveis custos de 4.350 milhões de euros para a empresa com este caso, a forte queda das acções – tombaram 16,14% para 8,78 euros – levou à suspensão da negociação dos títulos. Minutos depois, o CEO da empresa veio negar as acusações.

 


Sector financeiro dá pontapé de saída na época de resultados nos EUA

Esta sexta-feira marca o arranque oficioso da época de resultados do último trimestre do ano nos Estados Unidos. Os primeiros a mostrar as contas são os bancos, com o Bank of America, o JPMorgan Chase e o Wells Fargo na linha da frente. A comunicação será feita antes da abertura da sessão, ao início da tarde, hora de Portugal. As acções do sector bancário estão entre as que melhor performance acumulam em Nova Iorque desde que a Reserva Federal decidiu em Dezembro o segundo aumento dos juros no espaço de um ano a que se soma o efeito da eleição de Donald Trump para presidente dos EUA.




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