Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira o BCP tem espaço para beneficiar com o fim da pressão dos direitos. Já os CTT continuam a sofrer pressões e a CMVM proibiu, para a negociação de hoje, a aposta na queda das acções.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Acções do BCP "livram-se" dos direitos

Os direitos de subscrição do aumento de capital do BCP, que têm pressionado fortemente as acções nas últimas sessões, negociaram ontem pela última vez, registando uma queda de mais de 20%.


Nas oito sessões em que os direitos foram transaccionados as acções desceram perto de 9%, tendo agora espaço para beneficiar com o fim da pressão dos direitos. Até porque a adesão dos pequenos accionistas ao aumento de capital deverá ser forte e as ordens de subscrição permitem já antever que não será necessária a tomada firme por parte dos bancos.



CTT sob pressão depois de afundar 14%

Na sessão de segunda-feira, os CTT registaram a maior queda de sempre (13,99%) e atingiram um mínimo histórico, nos 5,171 euros. A desvalorização da companhia que detém o Banco CTT deveu-se, em grande parte, a uma forte pressão vendedora – fruto da revisão em baixa de várias estimativas de casas de investimento ou mesmo de considerações negativas feitas por analistas. Em causa está a segunda revisão da estimativa de rendimentos a obter pela companhia de serviço postal. Na sexta-feira, os CTT emitiram um comunicado onde dizem que o volume de correio no quarto trimestre foi inferior ao previsto, o que terá impacto ao nível das receitas e do EBITDA. 

Entretanto, a CMVM determinou ontem que a venda a descoberto de acções da empresa postal estará proibida durante toda a sessão de hoje, invocando a forte queda das acções e a possibilidade de um "fenómeno de especulação com impacto negativo". Será um dos títulos a que os investidores prestarão especial atenção nesta jornada de terça-feira.



Japão decide sobre taxas de juro e Londres fala de Brexit

O Banco do Japão deverá reiterar a sua política monetária, actualizando as suas previsões para a evolução da economia e da inflação. Os especialistas citados pela Bloomberg esperam que o governador Haruhiko Kuroda aproveite a conferência de imprensa após a reunião para aumentar o seu "target" para os juros das obrigações a 10 anos.

Por outro lado, no Reino Unido, a Câmara dos Comuns começa a discutir o Brexit. Será um debate de dois dias sobre o projecto-lei do governo britânico que confere autoridade à primeira-ministra, Theresa Maym para accionar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa e avançar com a saída da União Europeia. O Supremo Tribunal, recorde-se, determinou que May precisa de aprovação parlamentar para seguir em frente. A votação decorrerá no dia 1 de Fevereiro.


Economia em foco na Europa e Japão

O dia de hoje é fértil em indicadores económicos. Na Zona Euro, o Eurostat divulga o PIB do quarto trimestre, o desemprego de Dezembro e a estimativa rápida da inflação em Janeiro. Ainda na Europa, serão apresentados os dados do PIB em França (4º trimestre) e do desemprego na Alemanha (Janeiro). Destaque também para o Japão, onde teremos os números da taxa de desemprego e da produção industrial, ambos relativos a Dezembro.

No domínio empresarial, destaque para a apresentação dos resultados do Nomura e da Apple.

 


Petróleo concentra dados e atenções

O Instituto Americano do Petróleo (API, que é uma entidade privada) divulga as suas estimativas para os inventários de crude na semana passada nos Estados Unidos – que serão depois comparadas com os dados oficiais, no dia seguinte, apresentados pela Administração de Informação em Energia (EIA [na sigla original], entidade que se encontra sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia). Ainda hoje, a EIA divulgará o seu relatório mensal sobre as vendas de petróleo. 


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