Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira, o grosso dos mercados estará a reagir à subida dos juros pela Fed e aos resultados das eleições na Holanda. Por cá, a Sonae vai estar a evoluir ao sabor dos resultados de 2016.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 16 de março de 2017 às 07:30
Sonae divulga os resultados de 2016

Depois de ter divulgado os dados preliminares das vendas em 2016, que foram considerados positivos pelos analistas, a Sonae mostra os resultados completos em relação ao ano anterior. A divulgação está agendada para antes da abertura do mercado. 

No resto do mundo prossegue também a apresentação de resultados, com destaque, esta quinta-feira, para as contas da Adobe, Dollar General, Deutsche Lufthansa, Enel e Generali.



Dia intenso de decisões de política monetária

O anúncio de uma subida da taxa de juro directora dos EUA era mais do que esperado ontem ao final do dia (18:00 em Lisboa). E assim foi. O Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) da Fed concluiu a reunião de dois dias de política monetária anunciando uma subida de 25 pontos dos juros directores, para um intervalo compreendido entre 0,75% e 1% - a terceira subida desde que a autoridade monetária iniciou o processo de normalização de política monetária. Os membros da FOMC antecipam mais duas subidas dos juros este ano, indo assim ao encontro das expectativas do mercado, que apontam para três subidas dos juros este ano – o que sustentou Wall Street no fecho.

Ainda do lado da política monetária, hoje será a vez dos bancos centrais britânico, suíço e japonês anunciarem as suas decisões. Relativamente ao Banco de Inglaterra e ao Banco do Japão, não se esperam mexidas nas taxas de juro. Quanto ao Banco Nacional Suíço, a perspectiva é a de que também se mantenha o status quo, numa altura em que a sua taxa directora está num mínimo histórico de 0,75%.



Mercados reagem às eleições na Holanda

Ontem foi dia de eleições legislativas na Holanda, com a eleição a ser vista por muitos analistas como um barómetro para a força dos partidos populistas na Europa. De acordo com as primeiras contagens, que foram ao encontro das projecções que foram sendo divulgadas após o fecho das urnas, o partido de centro-direita do primeiro-ministro Mark Rutte terá vencido as eleições, relegando a extrema-direita de Geert Wilders para a segunda posição.

Os mercados estão especialmente atentos às eleições na Europa este ano, devido ao crescimento da extrema-direita no Velho Continente – cujos partidos defendem a saída da União Europeia. No próximo mês será a vez da primeira volta das presidenciais em França.


Dados económicos, encontros e debates

Esta quinta-feira há mais indicadores que permitirão medir o pulso às economias. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga as obras licenciadas e concluídas na construção, referentes ao quarto trimestre de 2016. Na Zona Euro, o Eurostat divulga o índice harmonizado de preços no consumidor, relativo a Fevereiro. Nos Estados Unidos, teremos os números dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, bem como os dados relativos ao arranque de novas construções em Fevereiro.


Por outro lado, a secretária britânica da Cultura, Karen Bradley, responde a perguntas na Câmara dos Comuns, um dia antes de terminar o prazo para decidir se envia ao regulador a oferta da 21st Century Fox sobre a Sky.


Também a marcar o dia, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, irá estar em Berlim com o seu homólogo norte-americano, o secretário do Tesouro Steven Mnuchin. Os dois responsáveis vão falar sobre economia e comércio, estando prevista para o final do dia uma conferência de imprensa conjunta.

 


O "debt ceiling" está de volta e há mais novidades nos EUA

Esta quinta-feira há várias novidades nos EUA: deveria entrar em vigor o novo "travel ban" proposto pela Administração Trump, mas já foi travado por um juiz federal na passada noite, esperando-se para hoje muitas reacções; além disso, o presidente apresenta o primeiro esboço de orçamento para o ano de 2018; seria também dia de entrar em vigor o novo "debt ceiling" (limite de endividamento do país) – uma vez que o actual tecto expirou ontem – mas o Congresso ainda não se pronunciou sobre o assunto.


Mesmo que não haja acordo do Congresso quanto ao limite de endividamento, isso não terá efeito imediato, uma vez que o Departamento norte-americano do Tesouro consegue cumprir as suas obrigações até ao final do Verão, segundo a Bloomberg. E como? Transferindo fundos entre os vários departamentos e adiamento alguns pagamentos. Em 2011, recorde-se, o aumento do "debt ceiling" demorou, tendo sido criado um grande impasse que levou à paralisação de todos os serviços públicos do país - e que levou a que a Standard & Poor's cortasse, pela primeira vez, o rating soberano de triplo A dos Estados Unidos.


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