Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira termina a reunião do G7. Por cá, os juros e a REN vão continuar em destaque, bem como a divulgação, pelo INE, dos dados sobre a actividade dos transportes no último trimestre de 2016.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 11 de abril de 2017 às 07:30
Termina cimeira preparatória do G7

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 terminam esta terça-feira um encontro de dois dias com uma conferência de imprensa. Foi a estreia do novo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, nesta cimeira preparatória do G7 que decorrerá em Itália no próximo mês. A reunião entre os responsáveis pela diplomacia dos EUA, Japão, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França e Itália ocorreu depois de a Administração Trump ter mudado a política sobre a Síria, ao lançar um ataque contra uma base aérea controlada pelo regime de Bashar al-Assad. Essa acção foi condenada pela Rússia.  

Após esta cimeira preparatória do G7, Tillerson parte para Moscovo, onde ficará durante dois dias, desconhecendo-se ainda se terá algum encontro com o presidente russo, Vladimir Putin. Para já tem somente confirmada uma reunião com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov.



Juros portugueses vão continuar abaixo dos 4%?

Os juros portugueses continuaram em queda, mantendo-se abaixo da fasquia dos 4% e negociando em mínimos de Janeiro. Foi a terceira sessão consecutiva de descida das taxas de juro, período em que acumula uma queda de 11,8 pontos base.

Talvez aproveitando o recente alívio nos juros de Portugal, o IGCP decidiu avançar para a emissão de dívida de médio e longo prazo já amanhã, 12 de Abril, tendo como objectivo captar até 1.250 milhões de euros. Os títulos têm a maturidade de Outubro de 2022 e de Outubro de 2025.



REN vai recuperar do tombo de segunda-feira?

Depois de 13 sessões sem perder valor, as acções da REN fecharam ontem em queda acentuada, sofrendo a desvalorização diária mais forte desde o referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia, com os investidores a penalizarem a cotada devido ao aumento de capital de 250 milhões de euros para financiar a compra da Portgás à EDP.

A REN fechou a sessão a cair 4,93% para 2,775 euros, a maior queda desde 24 de Junho de 2016, dia em que deslizaram 5,86%. Ainda assim, esta descida apenas atenuou o ciclo de ganhos da REN, que vem de uma série de 12 sessões sem perder valor, período em que avançou mais de 10%.


Indicadores económicos em destaque no Velho Continente

Esta terça-feira há vários indicadores económicos para medir o pulso às economias europeias. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística divulga os dados sobre a actividade dos transportes, referentes ao quarto trimestre, bem como o índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços (Fevereiro).

No resto da Europa, destaque para dois dados relativos à Zona Euro: a produção industrial de Fevereiro e o índice Zew de confiança dos investidores relativo a Abril (que também será publicado especificamente para a Alemanha). Além disso, teremos a inflação de Março no Reino Unido. 

 


Petróleo em foco na Europa e EUA

O petróleo tem estado a valorizar, a reflectir a interrupção de produção do maior campo petrolífero da Líbia. Isto ao mesmo tempo que a Rússia sinalizou que poderá prolongar os cortes de produção que efectivou no âmbito do acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O Brent do Mar do Norte está a ganhar terreno há seis dias em Londres, o que corresponde à maior série de subidas desde Agosto.

Hoje, o Instituto Americano do Petróleo (API, que é uma entidade privada) divulga as suas estimativas para os inventários de crude na semana passada nos Estados Unidos – que serão depois comparadas com os dados oficiais, no dia seguinte, apresentados pela Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia).


Ainda nas "commodities", destaque também para o plano agrícola: o Departamento norte-americano da Agricultura (USDA) apresenta os dados relativos às estimativas para a oferta e procura de produtos agrícolas a nível mundial.




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