Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira a banca vai estar em destaque. Depois de ontem o Novo Banco ter reportado os seus resultados de 2016, hoje é a vez de a banca norte-americana dar o pontapé de saída na apresentação das contas do primeiro trimestre.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 13 de abril de 2017 às 07:30
Novo Banco regista perdas em 2016 mas melhora face a 2015

As contas da instituição presidida por António Ramalho foram dadas a conhecer ontem, 12 de Abril, após o fecho da bolsa. O Novo Banco fechou 2016 com 788,3 milhões de euros de prejuízos, uma melhoria de 15,2% em relação aos prejuízos de 2015, que tinham sido de 929,5 milhões de euros.

Assim, apesar das perdas, os resultados de 2016 melhoraram em relação ao ano precedente. A apresentação foi feita depois de anunciado o acordo de venda de 75% do capital ao fundo norte-americano Lone Star, ficando o Fundo de Resolução com os restantes 25%. Hoje, o sector financeiro poderá estar a reagir aos dados do banco.



Banca americana inicia época de divulgação de contas

A banca americana dá esta quinta-feira o pontapé de saída na apresentação de resultados do primeiro trimestre, uma oportunidade para aferir se a subida das taxas de juro está a ajudar à rentabilidade.

Em destaque no dia de hoje estará o reporte de contas do JP Morgan Chase, Citigroup e Wells Fargo.



A evolução dos juros portugueses após emissão do IGCP

Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos mantiveram-se estabilizados na sessão de ontem, nos 3,856%, depois de na véspera terem tocado no valor mais baixo desde 24 de Janeiro.

Talvez aproveitando o recente alívio nos juros de Portugal, a agência que gere o crédito público (IGCP) decidiu avançar para uma emissão de dívida a cinco e oito anos, que decorreu ontem, para captar até 1.250 milhões de euros. Neste duplo leilão, o IGCP colocou 625 milhões de euros em títulos com maturidade em 2022, com uma "yield" média de 2,174%. Na emissão a oito anos, onde também foram colocados 625 milhões de euros, a taxa foi de 3,303%.


Esta operação de financiamento ocorreu na semana anterior à avaliação ao rating de Portugal por parte da agência canadiana DBRS (a 21 de Abril), a única das quatro grandes agências de notação financeira que classifica Portugal acima do nível de "lixo", garantindo a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE.


Dados económicos em evidência na Europa e EUA

Hoje teremos novos indicadores económicos para medir o pulso às economias europeias. Por cá, o Banco de Portugal divulga a nota de informação estatística sobre as Contas Nacionais Financeiras. No resto da Europa, teremos os dados da inflação em França, Itália e Alemanha, referentes a Março.

Nos Estados Unidos, destaque para o indicador de confiança dos consumidores da Universidade do Michigan, relativo a Abril, bem como os pedidos iniciais de subsídio de desemprego na semana terminada a 8 de Abril e o índice de preços no produtor, em Março. Destaque ainda para a balança comercial da China (valores de Março).

 


Matérias-primas na linha da frente

A Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga os dados semanais relativos ao armazenamento de gás natural nos EUA. Ainda no mesmo sector, a Baker Hughes, fornecedora norte-americana de serviços a campos petrolíferos, divulga o relatório semanal sobre o número de plataformas de petróleo e gás nos Estados Unidos.


Além disso, o Departamento norte-americano da Agricultura (USDA) apresenta os dados relativos às exportações de produtos agrícolas na semana passada.

Os investidores estarão também atentos à evolução do ouro, numa altura em que o metal amarelo vê reforçado o seu estatuto de valor-refúgio num momento de tensão geopolítica.




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