Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

O INE dá conta do ritmo de crescimento da economia portuguesa no arranque do ano. Nas bolsas - onde a SAD do Benfica pode reagir ao "tetra" - continua a apresentação de resultados, além do início da OPA da SDC. Macron, já presidente, encontra Angela Merkel.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 15 de maio de 2017 às 07:30
Portugal com melhor início de ano desde 2010?

É a pergunta a que se espera que os números do INE respondam esta manhã, quando o instituto de estatística divulgar quanto cresceu a economia portuguesa no primeiro trimestre do ano. Segundo as instituições que se debruçam sobre a economia nacional, o PIB deverá ter subido mais de 2% entre Janeiro e Março, um registo que não se vê em cerca de sete anos.


A ajudar à prestação da economia – de que esta leitura do INE é uma estimativa rápida - terão contribuído melhorias na actividade industrial e do retalho, o reforço da confiança de consumidores e empresas, além do aumento do investimento directo e da subida do consumo privado, estimam os economistas.


Ainda na Zona Euro, também a economia de Atenas dá conta da sua performance de início de ano.



Arranca a OPA da SDC

Depois de os títulos da SDC Investimentos terem chegado a disparar mais de 28% no final da semana passada, na sequência do registo da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Investéder, esta segunda-feira arranca o processo propriamente dito, o que poderá continuar a ter efeito nas acções.

A OPA tinha sido anunciada a 23 de Dezembro do ano passado, oferecendo 2,7 cêntimos por acção. Na sexta-feira, os títulos fecharam em 2,6 cêntimos, 3,85% abaixo da contrapartida proposta. A oferta lançada pelos gestores da SDC, António Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, tem prazo de conclusão a 2 de Junho, data até à qual as ordens de vendas de acções poderão ser recebidas.



Em Lisboa, prosseguem resultados das cotadas

O início da semana dá sequência à apresentação de resultados na bolsa portuguesa, com a Corticeira Amorim e a Sonaecom a mostrarem contas. Os analistas do CaixaBI estimam que os lucros da empresa liderada por António Rios Amorim – marcada nas últimas semanas por vários máximos na cotação - tenham atingido 17 milhões de euros, numa subida de 22%.

Já a Sonaecom apresenta resultados a pouco mais de uma semana de distribuir um dividendo bruto de 7,7 cêntimos por acção, depois dos lucros de 48,1 milhões de euros com que encerrou o exercício de 2016.


Acções do Benfica reagem ao tetracampeonato

Os títulos da SAD benfiquista deverão reagir à vitória no campeonato nacional de futebol da equipa da Luz, depois de no sábado ter vencido o Vitória de Guimarães por 5-0 e assim se ter sagrado tetracampeão.

Desde 8 de Agosto, a primeira sessão depois do arranque da época 2016/2017, as acções do Benfica valorizaram 13,42% e, na sexta-feira, tocaram máximos de mais de um mês. Já a SAD do FC Porto acumulava uma valorização semelhante (cerca de 13%), enquanto a do Sporting CP apresentava um balanço negativo de mais de 7%.

 


Ao segundo dia da era Macron, o encontro com Merkel

Depois de ontem o presidente francês ter tomado posse apelando a uma Europa "mais eficaz, democrática e política", este é o primeiro dia útil da nova era no Eliseu, com Emmanuel Macron a começar a aplicar a sua agenda e a continuar a preparar terreno para as legislativas.

Esta segunda-feira - dia em que se espera, logo pela manhã, a indicação do nome do primeiro-ministro - o novo presidente tem a primeira reunião com um parceiro europeu, a chanceler alemã Angela Merkel. Sobre a mesa estarão temas relacionados com a segurança, economia, investimento e protecção social, revelou na sexta-feira um assessor de Macron.

A passagem do candidato centrista à primeira volta como mais votado – derrotando depois a candidata anti-euro Marine Le Pen – afastou os receios dos investidores e levou as bolsas europeias a máximos nas últimas semanas. Segundo o Bank of America Merryl Lynch, os fundos de acções do Velho Continente beneficiaram de investimentos de 6.100 milhões de dólares (5.600 milhões de euros) na semana que antecedeu a eleição de Macron.




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