Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira os investidores estarão atentos ao fim da OPA sobre a SDC Investimentos e à evolução da Galp em bolsa depois de anunciar um mega investimento em Moçambique. Nos EUA, destaque para os números do emprego em Maio.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Termina o período da oferta da Invésteder sobre a SDC Investimentos

O prazo para os accionistas da SDC Investimentos aceitarem a oferta de 2,7 cêntimos por acção na Oferta Pública de Aquisição lançada pela Investéder, dos gestores da empresa António Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, termina. Apesar da oferta, a Investéder esteve também no mercado a comprar acções. No dia 1 de Junho, em comunicado à CMVM, informou que já detinha uma participação qualificada de 13,767% dos direitos de voto da SDC. 

A saída de bolsa é o destino provável para a SDC Investimentos após o fim desta OPA da Investéder. Esse é, pelo menos, o caminho para que aponta o prospecto da operação protagonizada por António Castro Henriques e Gonçalo Andrade Santos, agora que parece ter o sucesso garantido depois de Manuel Fino ter dito que vendia a sua posição.



Galp avança com investimento no gás natural em Moçambique

A Galp Energia anunciou ontem, após o fecho da sessão bolsista, que tomou a decisão final  de investir no projecto de gás natural liquefeito Coral Sul, em Moçambique. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva tem uma participação de 10% neste consórcio, que é liderado pelos italianos da Eni, com uma posição de 70%.

O investimento total previsto para este projecto é de 6,2 mil milhões de euros, prevendo-se que o consórcio comece a produzir gás natural liquefeito em 2022. Na sessão desta sexta-feira, a cotação da petrolífera poderá estar a reflectir este anúncio.



Emprego nos EUA domina as atenções

Os dados do emprego nos EUA, principalmente o segmento dos salários, serão uma peça essencial para aferir se a Reserva Federal dos EUA irá, como esperado, subir novamente os juros em Junho. Espera-se que os patrões norte-americanos tenham contratado mais 180.000 pessoas em Maio, o que será consistente com um ritmo mensal de novos empregos que se tem observado desde o início de 2016.

Ainda nos Estados Unidos, serão também divulgados os números relativos à balança comercial de Abril.


Agências de rating atentas à Europa

O calendário de eventuais revisões das notações soberanas está bastante preenchido esta sexta-feira, 2 de Junho, no que diz respeito à Europa. No entanto, recorde-se os relatórios sobre os ratings e perspectivas para as dívidas soberanas podem não ser publicados, uma vez que este agendamento é apenas indicativo.

A Moody’s poderá anunciar decisões relativamente aos ratings do Reino Unido e da Finlândia, ao passo que a Fitch poderá pronunciar-se em relação à Bulgária e a Standard & Poor’s pode ter algo a dizer sobre a Irlanda. Já a canadiana DBRS poderá ter novidades sobre a classificação da notação financeira da União Europeia.

 


Juros da dívida a 10 anos vão manter-se abaixo do patamar dos 3%?

Os juros da dívida portuguesa perfuraram ontem a fasquia dos 3% no prazo a 10 anos, o que não acontecia desde 8 de Setembro do ano passado. No espaço de dois meses, os juros da dívida a 10 anos baixaram um ponto percentual. De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, os juros das obrigações do Tesouro estiveram a aliviar seis pontos base para 2,999%.

Deste modo, o risco da dívida portuguesa esteve também a fixar novos mínimos, neste caso de Março de 2016. O diferencial entre os juros que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã, nos títulos com maturidade a 10 anos, esteve nos 264 pontos base.




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