Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira, os mercados de capitais estarão sobretudo atentos à audição de James Comey, ex-director do FBI, no Senado; às eleições gerais no Reino Unido; e à decisão do BCE sobre política monetária.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Negócios 08 de junho de 2017 às 07:30
Theresa May enfrenta eleições onde pode perder a maioria

Theresa May decidiu convocar eleições antecipadas para reforçar o seu poder nas negociações do Brexit. Mas, nas eleições gerais que decorrem esta quinta-feira no Reino Unido, a actual primeira-ministra britânica poderá perder poder. É que, segundo algumas sondagens, o Partido Conservador deverá perder assentos parlamentares.

A confirmarem-se as sondagens, o partido de May pode perder a maioria actualmente detida no Parlamento - que é garantida com um mínimo de 326 assentos. 



Investidores atentos a mudanças no discurso de Draghi

O Banco Central Europeu (BCE) deverá deixar a sua taxa de juro inalterada em 0% e manter o seu programa de compra de activos. Ainda assim, mais do que as decisões, interessa aos investidores estudar o discurso de Mario Draghi.

O governador do BCE já disse que os estímulos são para manter, mas qualquer mudança de tom nas suas declarações pode ter repercussões nos mercados financeiros e nas taxas de juro na Zona Euro.



James Comey testemunha perante o Senado dos EUA

James Comey, o ex-director do FBI que foi demitido pelo presidente norte-americano, será ouvido no Senado sobre as alegadas relações de Donald Trump com a Rússia e a sua possível tentativa de obstrução à Justiça. James Comey tinha admitido publicamente em Março que o FBI estava a realizar uma investigação para determinar se tinha havido esforços da Rússia para influenciar os resultados das eleições presidenciais de 8 de Novembro e se haveria elementos da equipa de Trump envolvidos.

Entretanto, quando Trump demitiu Comey, a Casa Branca comunicou que a decisão se tinha baseado numa recomendação do Departamento da Justiça e que estava relacionada com a forma como o FBI tinha gerido a investigação relativa aos emails enviados pela democrata Hillary Clinton através de um servidor particular quando era secretária de Estado, de 2009 a 2013. No entanto, no mês passado foi avançado pelo The New York Times que Trump terá pedido a Comey para "deixar passar" a investigação ao seu ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn – coisa que o ex-director do FBI não fez, podendo ser essa a razão para o seu afastamento. Ontem, a imprensa norte-americana, citando o documento que vai ser lido por Comey, confirmou que o presidente terá mesmo pedido ao responsável máximo do FBI para pôr de lado a investigação envolvendo Flynn. 


Novos dados económicos medem o pulso às economias

Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga o índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na Indústria, em Abril. No resto da Europa, destaque para a produção industrial de Abril na Alemanha.

Nos EUA serão divulgados os dados relativos aos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, na China teremos a inflação referente a Maio e no Japão serão apresentados os números relativos ao PIB revisto do primeiro trimestre. 

 


Media Capital e Santander no radar dos investidores

Na sessão de hoje, há duas cotadas que vão prender as atenções nos mercados bolsistas. Por cá, espera-se a reacção da Media Capital à notícia da Bloomberg de que a Altice estará interessada na sua compra. Este interesse na Media Capital, que já tem sido noticiado no passado, surge depois de a Prisa ter renovado os esforços para vender a empresa que controla a TVI, já que não conseguiu vender a sua filial Santillana.

Em Espanha, estará em foco a evolução do Santander, depois de ontem ter sido anunciado que adquiriu o Banco Popular por um euro, em medida de resolução. O Conselho Único de Resolução decidiu a transferência de todas as acções do Banco Popular para o Santander e o banco continua a trabalhar normalmente, apenas deixa de estar cotado em bolsa. A unidade do grupo em Portugal também passa para o grupo liderado por Ana Botín.




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