Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira teremos uma possível decisão da Fitch sobre a notação soberana de Portugal e da DBRS sobre o Reino Unido. Em destaque estará também o Ecofin, marcado pela saída do nosso país do Procedimento por Défices Excessivos.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
A decisão da Fitch sobre Portugal

A Fitch é a primeira das três maiores agências de "rating" com a opção de se pronunciar sobre Portugal após a saída do país do Procedimento por Défice Excessivo e depois de Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos, ter defendido que Portugal merece uma avaliação mais positiva.

A Fitch tem um "rating" de BB+, a um nível de sair de "lixo". Mas a perspectiva é "estável". Geralmente antes de subidas de "rating", esse "outlook" tem de passar a positivo. 



DBRS pode pronunciar-se sobre o "rating" do Reino Unido

No calendário de eventuais revisões das notações soberanas e dos "outlooks" está hoje também em destaque a possibilidade de agência de notação financeira canadiana Dominion Bond Rating Service (DBRS) poder emitir a sua opinião sobre o Reino Unido. Os investidores estarão especialmente atentos, já que entretanto decorreram as eleições legislativas – no passado dia 8 de Junho – e os conservadores de Theresa May não conseguiram maioria absoluta na Câmara dos Comuns.

Recorde-se os relatórios sobre os "ratings" e perspectivas para as dívidas soberanas podem não ser publicados, uma vez que este agendamento é apenas indicativo.


Ontem, o Banco de Inglaterra manteve inalterada a taxa de juro de referência nos 0,25%. 



População residente em Portugal: que números em 2016?

Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) publica as estimativas da população residente, referentes a 2016. Relativamente à Zona Euro, é divulgado o índice harmonizado de preços no consumidor, em Maio, bem como a evolução dos salários no primeiro trimestre.

Nos Estados Unidos, destaque para o arranque de novas construções residenciais, em Maio, bem como para o sentimento dos consumidores referente a Junho, medido pela Universidade do Michigan. Além disso, teremos também os dados relativos à inflação do primeiro trimestre na Rússia.


Eurogrupo centrado na Grécia, Ecofin com foco no PDE: mercados atentos

Os ministros das Finanças da Zona Euro acordaram ontem o valor da terceira tranche a atribuir à Grécia, no âmbito do terceiro pacote de resgate: 8,5 mil milhões de euros. O FMI precisa de garantias sobre o alívio da dívida de Atenas para entrar neste terceiro programa de ajuda financeira, mas veio dizer que isso acontecerá quando souber que a dívida helénica é sustentável.

Hoje, será a vez do Conselho Ecofin,  onde deverá ser aprovado o texto final das recomendações específicas a Portugal, agora que saiu do Procedimento por Défice Excessivo. Controlo do défice, políticas de emprego e limpeza da banca são as prioridades para o país entre as recomendações dos seus parceiros europeus.

 


Tecnologias e energia continuarão a pesar em Wall Street?

As bolsas norte-americanas continuaram a negociar em baixa na sessão de ontem, ainda pressionadas pela queda nos títulos da energia (pressionados pela desvalorização do petróleo) e pelo movimento de vendas no sector tecnológico, uma vez que as declarações da presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, fizeram com que os investidores se virassem para outros sectores mais beneficiados por subidas dos juros.


Yellen disse na quarta-feira que a autoridade monetária prosseguirá a subida de juros (anteontem subiram em mais 25 pontos base, para um intervalo entre 1% e 1,2%) mesmo que a meta da inflação fique aquém das expectativas. Este endurecimento do tom da Fed levou a que os investidores se focassem em títulos que ganham mais com um aumento do custo do dinheiro.

Por outro lado, a investigação ao presidente Donald Trump por obstrução à Justiça, por outro lado, está a contribuir para a incerteza no plano político, o que também deixa os investidores nervosos. Ontem o The Washington Post avançou que Trump está a ser investigado por uma eventual obstrução à justiça no âmbito da demissão do antigo director do FBI, James Comey.