Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira teremos vários dados económicos, com destaque para o desemprego em Portugal e a inflação na Zona Euro. Haverá também um comunicado do FMI com as principais impressões do Fundo sobre a economia nacional. Nos mercados, é dia de fazer contas ao semestre.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Inflação na Zona Euro e desemprego em Portugal

Hoje são divulgados novos indicadores económicos um pouco por todo o mundo. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga as Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego; o Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio a Retalho; e ainda a produção industrial. Todos estes indicadores são referentes a Maio.

Na Zona Euro, o Eurostat apresenta os dados sobre o índice de preços no consumidor relativo ao mês de Junho. Ainda na Europa, teremos também os dados do desemprego na Alemanha (Junho) e os valores do PIB britânico no primeiro trimestre (dados finais).


Do outro lado do Atlântico será revelada a confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, no mês de Junho, bem como os rendimentos e gastos pessoais em Maio. No Japão teremos os números relativos à produção industrial, desemprego e inflação em Junho.



Dia de saldo semestral nas bolsas

Ontem foi mais um dia de perdas para a bolsa nacional, que encerrou com sinal vermelho pela terceira sessão consecutiva. O PSI-20 desceu 0,89% para 5.141,44 pontos, o valor de fecho mais baixo desde 19 de Maio.

O índice nacional foi, ainda assim, dos que menos desvalorizaram entre os principais congéneres europeus, numa sessão em que as perdas foram maioritariamente superiores a 1%. O Stoxx600 viveu a pior sessão dos últimos nove meses.

Esta sexta-feira termina o mês bolsista e também teremos o saldo semestral nas bolsas.



Petróleo com pior primeiro semestre em 20 anos?

Os preços do "ouro negro" têm vindo a ceder terreno, devido sobretudo aos receios relativos ao excesso de oferta no mercado, e nem o corte de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem ajudado a dissipar as preocupações de forma duradoura. Resultado: na semana passada, a matéria-prima entrou em "mercado urso", tanto em Londres como em Nova Iorque, com os crudes de referência a caírem mais de 20% desde Agosto.

Entretanto, nos últimos seis dias o crude conseguiu ganhar terreno, naquela que é a maior série de recuperação desde Abril. Mas, desde o início do ano, perde mais de 16% nos mercados londrino e nova-iorquino. Com esta performance, o petróleo prepara-se assim para registar o pior primeiro semestre desde 1997 – ou seja, há 20 anos que não tinha um desempenho tão mau num período entre Janeiro e Junho.


Moody's pode pronunciar-se sobre Espanha, MEE e FEEF

A Moody's tem calendarizada para esta sexta-feira a possibilidade de se pronunciar sobre a dívida de vários países e mecanismos. O Luxemburgo e Espanha podem receber comentários ou mudanças de avaliação por parte desta agência, bem como o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Recorde-se os relatórios sobre os ratings e perspectivas para as dívidas soberanas podem não ser publicados, uma vez que este agendamento é apenas indicativo. 

 


Missão do FMI encerra avaliação a Portugal

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) esteve em Portugal a concluir a consulta do artigo IV de 2017 - no âmbito do processo de acompanhamento e monitorização da economia nacional após terminado o programa de ajuda financeira. Esta sexta-feira será apresentado, pelas 11:00 de Lisboa, o comunicado com as principais impressões do Fundo, sendo que o relatório final será divulgado posteriormente.

No passado mês de Fevereiro, na análise da quinta avaliação do FMI ao pós-programa da troika, o Fundo identificou um ciclo negativo na economia portuguesa muito difícil de quebrar: crescimento baixo, dívidas pública e privada elevadas, crédito malparado e banca frágil. Os ingredientes são maus e o seu efeito é potenciado pelo facto de se auto-reforçarem uns aos outros, sublinharam os técnicos do FMI, acrescentando que a sua mistura constituía a principal ameaça ao crescimento da economia portuguesa. 




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