Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quinta-feira o primeiro-ministro português, António Costa, vai comunicar ao Presidente da República a nova composição do governo, depois de exonerados três secretários de Estado. Nos mercados, o diferencial dos juros de referência nacionais e germânicos continuará a estreitar-se?
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 13 de julho de 2017 às 07:30
António Costa anuncia remodelação do Governo

O primeiro-ministro português revelou ontem que, na conversa agendada para esta quinta-feira com o Presidente da República, irá comunicar a Marcelo Rebelo de Sousa a nova composição do elenco governativo.


O anúncio de António Costa foi feito durante o discurso de abertura do debate do Estado da Nação, depois de os secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, da Indústria e da Internacionalização - respectivamente, Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira – terem pedido no passado domingo a exoneração de funções, no âmbito das investigações sobre viagens feitas com a Galp para assistirem a jogos do Europeu de Futebol no ano passado, em França.



"Spread" da dívida nacional tem mais margem para cair?

Na sessão de ontem, os juros da dívida pública nacional desceram no mercado secundário, isto num dia em que Portugal foi ao mercado com uma emissão de dívida a 10 e a 28 anos. Ao final do dia, os juros da dívida nacional a 10 anos desciam para 3,105%, ao passo que os juros das Bunds alemãs, na mesma maturidade, subiam para 0,579%.

Com as "yields" de Portugal a aliviarem e as da Alemanha a subirem, o "spread" da dívida portuguesa tem estado a diminuir face à referência germânica, tendo ontem recuado para mínimos de Janeiro de 2016, nos 247,5 pontos. Uma vez que esse "spread" – diferencial entre o que os investidores cobram para comprar a dívida nacional e a alemã – está em mínimos de 18 meses, terá ainda margem para cair mais?



Indicadores dos EUA dominam as atenções

Esta quinta-feira estão previstos vários indicadores da economia dos Estados Unidos. Os investidores estarão atentos ao índice de preços no produtor em Junho [anterior: 2,4% ; estimativa: 1,8%]e aos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada [anterior: 248 mil].

Na Europa, estarão em foco os dados sobre os preços das casas no Reino Unido no mês passado. Destaque ainda para os números do comércio na China relativos também ao mês de Junho.


Mais política monetária em destaque

Hoje é o segundo dia do testemunho semestral de Janet Yellen, presidente da Reserva Federal norte-americana, que está perante o Senado para apresentar o relatório semi-anual de política monetária. Ontem, Yellen disse que a Fed "continua a esperar que a evolução da economia permita aumentos graduais das taxas de juro". Mas, apesar deste tom positivo, manifestou uma preocupação: a inflação, que continua baixa. As bolsas reagiram em alta a estes comentários.

Ainda nos EUA, o presidente da Fed de Chicago, Charles Evans, fala em Idaho sobre as condições actuais da economia do país.


Por outro lado, o Banco de Inglaterra divulga os seus inquéritos sobre as condições de concessão de crédito e o passivo da banca britânica.

 


AIE divulga estimativas para a procura mundial de petróleo

A Agência Internacional da Energia (AIE) vai publicar o seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero, com estimativas para a procura mundial e para a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Ontem, a OPEP apresentou o primeiro relatório com as perspectivas para o próximo ano. Analisando o primeiro semestre de 2017, não houve grandes surpresas. O cartel concluiu que está a produzir demasiado crude. Apesar dos cortes de produção já impostos, o grupo admitiu que possam ser necessárias reduções mais profundas para o mercado chegar ao equilíbrio.

Por outro lado, a Administração de Informação em Energia (EIA – sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) apresentará o seu relatório com os dados semanais sobre os inventários de gás natural.


Ainda no que diz respeito às matérias-primas, o Departamento norte-americano da Agricultura (USDA) apresenta os dados relativos às exportações de produtos agrícolas na semana passada.




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