Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta segunda-feira arranca com uma reunião da OPEP, que analisará o actual plano de corte da produção será analisado. Os mercados estarão também a digerir as últimas projecções do FMI e vão estar atentos às conversações entre os EUA e Reino Unido.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Última semana para subscrever OTRV

Tal como aconteceu nas anteriores operações, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) decidiu aumentar o valor da emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável que está a decorrer até ao final desta semana.

O montante a emitir com estes títulos de obrigações para o retalho passou de 500 milhões de euros para 1.200 milhões. Esta emissão de obrigações para o retalho arrancou a 17 de Julho e decorre até dia 28 de Julho, sendo que o Tesouro podia, até sexta-feira passada, aumentar o valor da oferta caso a procura o justificasse. E foi o que fez. A remuneração oferecida nesta operação é, contudo, a mais baixa de sempre. A taxa bruta das OTRV é de 1,6%, o que representa uma redução substancial face à remuneração das anteriores emissões.



OPEP debate corte de produção

Os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estarão hoje reunidos na cidade russa de São Petersbiurgo para analisarem o actual plano de corte da produção, que entrou em vigor no início do ano, por seis meses, e que em Maio passado foi prolongado por mais nove meses. O cartel irá também estudar se a Líbia e a Nigéria passarão a fazer parte deste esforço de redução da oferta, uma vez que já regressaram aos mercados e aumentaram as suas produções. A decisão do Equador de começar a aumentar este mês a sua produção foi um revés para a OPEP.

Após a reunião, está agendada uma conferência de imprensa conjunta com o ministro russo da Energia, Alexander Novak, o secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, e o ministro do Petróleo do Koweit, Issam Almarzooq.



Mercados vão gostar de previsões do FMI?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) actualizou as suas previsões para o crescimento mundial, com boas notícias para as economias da Zona Euro, em particular Espanha e Itália, e más notícias para o Reino Unido e os Estados Unidos. Em termos globais, o Fundo confirmou, na actualização do seu World Economic Outlook, as previsões que tinha feito em Abril: o PIB mundial crescerá 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018, o que revela que a retoma antecipada continua firme.

No entanto, as taxas de crescimento global estimadas para 2017 e 2017, apesar de serem superiores aos 3,2% projectados para 2016 [valor, aliás, revisto ligeiramente em alta face a Abril], "estão ainda abaixo das médias pré-crise, especialmente no que diz respeito às economias mais avançadas e às economias em desenvolvimento e emergentes que dependem da exportação de matérias-primas", sublinha o relatório do Fundo.


Novos dados económicos e resultados da Alphabet

A semana arranca com novos dados sobre a Zona Euro, com a divulgação do índice da Markit para a indústria, em Junho.

Nos EUA serão divulgados os dados relativos às vendas de casas usadas, em Junho [Anterior: 5,62 milhões; 5,56 milhões], bem como o índice PMI para a indústria, em Julho [Anterior:52 pontos; Estimativas: 52,1 pontos].

No domínio empresarial, destaque nos UEA para o reporte das contas da Alphabet – que substituiu a Google em bolsa e que a detém a 100% no âmbito da nova estrutura operacional anunciada a 10 de Agosto de 2015. Por cá, a semana está recheada de apresentações de resultados semestrais de cotadas do PSI-20.

 


EUA e Reino Unido iniciam conversações pós-Brexit

Os Estados Unidos e o Reino Unido dão início às conversações pós-Brexit. Apesar de o Reino Unido não poder, formalmente, assinar acordos com outros países até sair da União Europeia, em Março de 2019, já começou a desbravar caminho na expectativa de ratificar acordos assim que o divórcio esteja efectivado. Hoje, em Washington, já há negociadores britânicos prontos a iniciar conversações com os norte-americanos.




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