Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira a bolsa de Lisboa estará a reagir aos resultados da Corticeira Amorim, apresentados antes da abertura da negociação, bem como ao anúncio da REN de que a norte-americana Lazard passou a ser a sua terceira maior accionista. Ainda em matéria de contas, do outro lado do Atlântico os investidores estarão a reagir às contas da Apple, que agradaram ao mercado e colocaram a tecnológica em recordes no “after hours”, esperando também pelos números da Tesla.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 02 de agosto de 2017 às 07:00
Resultados da Corticeira vão agradar ao mercado?

Prossegue a época de apresentação de resultados um pouco por todo o mundo. Na praça nacional, a Corticeira Amorim, que agendou a divulgação das suas contas do primeiro semestre para antes da abertura da praça lisboeta, verá as suas acções a reagir aos números durante a sessão. A empresa liderada por António Rios de Amorim fechou o primeiro semestre com um aumento de 7,4% nos lucros para 37,7 milhões de euros, um valor aquém do esperado pelos analistas do BPI, que antecipavam um resultado líquido de 43,7 milhões de euros. O EBITDA fixou-se nos 70,6 milhões de euros, um aumento de 7,2% relativamente ao primeiro semestre de 2016.



Lazard compra quase 7% da REN 

A norte-americana Lazard Asset Management comprou quase 7% do capital da Redes Energéticas Nacionais (REN). O comunicado divulgado ontem junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelou que, após operação realizada a 30 de Junho, a Lazard ficou com 6,917% do capital da REN, tornando-se assim na terceira maior accionista da empresa de distribuição de energia nacional.


No comunicado emitido não foi revelado o valor a que o negócio foi feito, nem se foi através de uma única operação ou através de vários negócios. 



Os números da Tesla e a reacção à Apple

Nas bolsas internacionais, o foco estará sobretudo nos resultados da Tesla (que na passada sexta-feira lançou o tão esperado Model 3), ING, Metlife e Kinross Gold. Os investidores estarão também a reagir às contas da Apple, divulgadas ontem após o fecho das bolsas de Wall Street.

As contas do terceiro trimestre fiscal da tecnológica liderada por Tim Cook que agradaram ao mercado. As vendas de iPhones ficaram praticamente em linha com o que se esperava. Já as receitas e lucros aumentaram mais do que as projecções dos analistas. As acções dispararam na negociação fora do horário regular de Wall Street, atingindo máximos históricos.


Qual o futuro de Michel Temer?

A Câmara dos Deputados vai decidir se o presidente Michel Temer pode ser julgado pelo Supremo Tribunal, o que levaria à perda do seu mandato por um prazo máximo de 180 dias, no âmbito das acusações de corrupção passiva de que é alvo.

No último ano, o Brasil viveu uma crise política sem precedentes, com o ex-presidente Lula da Silva condenado, a ex-presidente Dilma Rousseff destituída e o actual chefe de Estado, Michel Temer, ameaçado por um processo de corrupção – depois de em Maio passado ter sido divulgado que Temer tinha sido gravado a dar autorização ao pagamento de um suborno para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, antigo líder da Câmara dos Deputados que se encontra preso na sequência da Operação Lava-Jato.

 


Petróleo regressará aos ganhos?

A Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) apresenta os dados relativos aos inventários de crude na semana passada nos Estados Unidos.


Os investidores continuam bastante atentos à matéria-prima, que ontem interrompeu uma sequência de seis subidas consecutivas e inverteu para terreno negativo, a perder mais de 3% em Londres e em Nova Iorque. As quedas intensificaram-se depois de uma sondagem da Bloomberg junto de analistas ter apontado um aumento da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Julho. Esse aumento provoca um maior cepticismo no mercado sobre a capacidade e a OPEP executar o acordo de cortes de produção, algo visto como essencial para se regressar a um equilíbrio entre a oferta e a procura. 




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