Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

A maior economia da Zona Euro volta a dar sinais da sua performance e nos EUA há dados semanais de petróleo. Vítor Constâncio vem a Lisboa a dois dias de Jackson Hole e INE divulga juros dos novos créditos à habitação.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 22 de agosto de 2017 às 07:30
Economia alemã em exame

A maior economia do euro volta a estar sob análise, a menos de um mês das eleições germânicas e perante sinais de recuperação do bloco da moeda única. Hoje são divulgados os resultados do inquérito ZEW, que demonstra como os especialistas nos sectores financeiro e económico avaliam a situação económica, com referência a Agosto.

Ontem o banco central alemão, Bundesbank, sinalizava que o crescimento do PIB do país no terceiro trimestre pode ser ainda mais forte do que previsto em Junho, o que contribui para o optimismo em torno da locomotiva da Europa. No segundo trimestre, a economia alemã cresceu 2,1% em termos homólogos e 0,6% em cadeia.



Geopolítica continuará a condicionar bolsas?


À falta de mais indicadores sobre o desempenho das economias, os índices accionistas continuam a reflectir o baixo volume de negociação associado a esta altura do ano, devendo continuar a ser condicionadas pela incerteza geopolítica e pela dúvida em torno do ritmo de implementação das reformas prometidas por Donald Trump.

Foi, aliás, do presidente norte-americano que os investidores estiveram a aguardar palavras durante esta noite, depois de Trump se ter dirigido ao país a propósito da política futura para o Afeganistão - um dos cenários internacionais de conflito em que os EUA estiveram presentes nos últimos anos. O efectivo norte-americano no país será reforçado para aquela que é já a mais longa guerra envolvendo os EUA.



Vítor Constâncio em Lisboa

O vice-presidente do Banco Central Europeu está em Lisboa para uma intervenção no âmbito do congresso da Associação Económica Europeia, subordinada ao tema "Inequality and the Distributional Impact of Macroeconomic Policies", um evento em que também estará presente o antigo ministro das Finanças (e agora director de assuntos orçamentais do FMI), Vítor Gaspar.

A dois dias do arranque da reunião anual de banqueiros em Jackson Hole, nos Estados Unidos, e numa altura em que permanecem dúvidas sobre o "timing" de uma possível travagem nos estímulos na Zona Euro, a expectativa é que Constâncio possa levantar o véu sobre o que se segue no "quantitative easing", embora se saiba que as discussões nesse sentido só deverão arrancar em Frankfurt no Outono.



Petróleo pode reagir a revisão de cortes da OPEP em Novembro

A marcar a negociação nos mercados internacionais de matérias-primas deverão estar as palavras do ministro do Petróleo do Kuwait, que ontem disse na televisão estatal que o cartel da OPEP vai debater em Novembro se volta a prolongar os cortes na produção de "ouro negro" ou se põe fim a este esforço conjunto com produtores externos para sustentar os preços do barril. 

Declarações de Essam al-Marzouq horas antes de o American Petroleum Institute dar a conhecer os dados de refinação e produção de quatro produtos derivados de petróleo nos EUA, que representam mais de 80% do total da indústria petrolífera daquele país, não abrangido pelos cortes e de onde tem chegado boa parte do excedente mundial.

O barril de petróleo pode reagir, depois de na semana passada ter fechado com a maior subida de preço desde o início de Julho e de ter encerrado a sessão de ontem a cair mais de 2% em Nova Iorque.



Juros do crédito para a casa e números dos certificados do Tesouro 

O Instituto Nacional de Estatística divulga as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, relativas ao mês passado, numa altura em que o mercado imobiliário e a contracção de crédito para a compra de casa continuam a dar sinais de dinamismo. Em Junho, de acordo com o Banco de Portugal, a banca emprestou mais de 750 milhões de euros para comprar casa, o valor mais elevado desde Dezembro de 2010.

Nesse mesmo mês, as taxas implícitas do crédito à habitação tinham registado a maior subida desde o final de 2013, apesar dos juros cada vez mais negativos nos indexantes e da queda dos spreads. A sustentar esta subida está o maior recurso a empréstimos a taxa fixa, actualmente com taxas mais elevadas que as variáveis.

Já o Banco de Portugal divulgará o boletim estatístico, com os dados mais recentes sobre subscrição de produtos de poupança como os Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro Poupança Mais. Nos últimos meses, os certificados do Tesouro têm vindo a ganhar terreno aos de Aforro.




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