Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

O esperado encontro de banqueiros centrais internacionais nos EUA vai marcar o dia de hoje e os próximos nos mercados. Na bolsa portuguesa, Sonae, Impresa e BCP podem reagir. Espanha e Reino Unido conhecem dados actualizados da economia.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 24 de agosto de 2017 às 07:30
Arranca reunião de Jackson Hole

O encontro de banqueiros mundiais promovido no Wyoming, EUA, começa hoje e segue até sábado, subordinado ao tema "Promovendo uma economia global dinâmica" e de onde se espera que possam sair sinais para a direcção das várias políticas monetárias internacionais.

Sexta-feira é um dos dias mais aguardados, em que Mario Draghi e Janet Yellen, líderes das autoridades monetárias europeia e norte-americana, terão as suas intervenções.

A Fed, depois de terminar o programa de "quantitative easing" e ter reiniciado a subida dos juros, debate-se agora com a escolha do momento em que encolherá o seu balanço de activos. Já o BCE começará, não antes do Outono, a pensar em como e quando reduzir o seu programa de compra de dívida.

Mario Draghi relembrou ontem que os bancos centrais ainda têm medidas não convencionais no seu arsenal para manter a estabilidade dos preços, apesar dos juros historicamente baixos. 



Sonae reage a lucros melhor que o esperado no trimestre

No segundo trimestre, o resultado líquido da retalhista liderada por Paulo Azevedo ficou em 65 milhões de euros, mais 39,7% do que há um ano, melhor do que o esperado pelos analistas do BPI que estimavam uma queda homóloga de 21%.

Ainda assim, no conjunto do semestre, os ganhos não recorrentes de 2016 penalizaram os números da Sonae, levando os lucros a caírem 4,4% para 73 milhões de euros.

As acções da retalhista, que ontem encerraram em queda, deverão reflectir os números divulgados depois do fecho da sessão de ontem.


Impresa reflecte intenção de vender activos

A empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão poderá reagir à intenção divulgada ontem pela Impresa de reavaliar o seu portefólio de revistas, tendo em conta a sua possível alienação. Um cenário que, de acordo com a imprensa, se não se concretizar, poderá levar ao encerramento de algumas das publicações.

Nas últimas semanas a dona da SIC e do Expresso viu-se forçada a cancelar uma emissão de 35 milhões de euros em obrigações, decisão justificada com o ambiente de mercado no pós-OPA da Meo sobre a Media Capital.


BCP interromperá maior série de perdas em mais de um ano?

sete dias consecutivos que o BCP vem perdendo valor em bolsa, colocando a acção em mínimos de Junho passado, naquela que está a ser a maior série de quedas desde Junho de 2016.

Sem notícias que justifiquem o recuo, o título está em mínimos de mais de dois meses, depois de a 13 de Julho ter chegado a cotar em máximos de quase um ano. Na altura, a acção acompanhou o movimento de subidas proporcionado por declarações da presidente da Reserva Federal norte-americana, que disse esperar que a "evolução da economia permita aumentos graduais das taxas de juro ao longo do tempo". 


Economias espanhola e britânica no segundo trimestre

Duas das principais economias europeias dão a conhecer hoje dados do PIB do segundo trimestre. Em ambos os casos serão as segundas leituras de valores já conhecidos.

No caso da economia espanhola, principal parceiro comercial de Portugal, a primeira estimativa apontava para uma subida de 0,9% em cadeia e 3,1% em termos homólogos, valores superiores ao esperado pelos analistas. No Reino Unido, o fraco crescimento do arranque deste ano prolongou-se no segundo trimestre (0,3% em cadeia, abaixo dos 0,4% esperados pelo Banco de Inglaterra), um período marcado pela incerteza política e pelas preocupações com o futuro do Reino Unido fora da União Europeia.

Ontem a libra - que tem depreciado desde o momento da decisão do Brexit - chegou a estar em mínimos de oito anos face ao euro, depois de conhecidos dados surpreendentemente positivos sobre a economia do bloco monetário europeu em Agosto. Ontem também o UBS alertava para a quase estagnação da economia de Sua Majestade, que antevê variações do PIB "próximas de zero num futuro próximo."




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