Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira o INE divulga os dados das contas nacionais trimestrais por sector institucional, no segundo trimestre, bem como o procedimento dos défices excessivos. Lá fora, destaque para o discurso de Theresa May em Florença.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 22 de setembro de 2017 às 07:30
Reacção dos mercados a novas ameaças da Coreia do Norte

As praças asiáticas negociaram em queda generalizada perante as novas ameaças da Coreia do Norte, que na resposta às declarações de Donald Trump e a novas sanções dos EUA contra o programa nuclear norte-coreano deixou esta madrugada em aberto a possibilidade de um lançamento de uma bomba de hidrogénio no Pacífico.

Os mercados europeus deverão reflectir em queda estas novas promessas de represálias - é para isso que apontam os futuros dos principais índices -, depois de na última noite activos de refúgio como o iene ou o ouro terem estado a apreciar perante o recrudescimento deste foco de instabilidade geopolítica. 


Saem as contas nacionais e o procedimento dos défices excessivos


Hoje teremos novos indicadores económicos um pouco por todo o mundo. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga os dados das contas nacionais trimestrais por sector institucional, no segundo trimestre, bem como as contas nacionais de 2015, além dos principais agregados das administrações públicas e o procedimento dos défices excessivos.

Ainda na Europa, teremos os dados do índice PMI na Zona Euro relativo a Setembro e os números do PIB em França no segundo trimestre.



Theresa May actualiza posição sobre Brexit


A primeira-ministra britânica, Theresa May, discursa em Florença para actualizar a posição do seu governo em relação ao Brexit. Na semana passada, May viu ser aprovada na Câmara dos Comuns a primeira legislação a ser votada no âmbito da realidade do divórcio com a UE. 

Esta semana foi anunciado que Theresa May planeia apresentar uma proposta para colmatar o buraco orçamental da União Europeia num cenário pós-Brexit, que é de pelo menos 20 mil milhões de euros, avança o Financial Times. O principal conselheiro de May para a União Europeia, Olly Robbins, contactou os seus contrapartes de vários Estados-membros garantindo que o discurso da primeira-ministra britânica em Florença incluirá esta oferta financeira.

Vários responsáveis britânicos indicaram que o Reino Unido irá certificar-se de que a sua saída não obrigará qualquer Estado-membro da UE a ter de contribuir com mais dinheiro para o orçamento europeu ou a receber menos fundos comunitários até 2020.



China continua a centrar as atenções


A China esteve ontem em foco, por várias razões. A agência de notação financeira S&P cortou o rating soberano daquele país em um nível, de AA- para A+ (quinto nível da escala), e reviu a perspectiva de estável para negativa, o que abre a porta a mais descidas do rating.

Por outro lado, soube-se que os chineses estão interessados na Oi. A notícia foi avançada pela Exame, que deu conta de reuniões entre a China Mobile e o regulador brasileiro das telecomunicações. Entre as condições para uma possível compra estará o perdão de multas e cingir a aquisição apenas à unidade de telefonia móvel. Em bolsa, a Oi perdeu terreno e a Pharol – accionista de referência da operadora brasileira – disparou 6,12% para 0,347 euros (máximos de 2 de Agosto).


Ainda no que diz respeito à China, recorde-se que Portugal já teve autorização do banco central chinês para realizar a primeira emissão de dívida no mercado chinês com "obrigações panda" (denominadas em yuan, a moeda local), num valor que pode ascender a 380 milhões de euros.


OPEP fiscaliza cortes de produção


O Comité Ministerial Conjunto de Monitorização da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que fiscaliza os cortes de produção acordados em Novembro reúne-se em Viena. Isto depois de, na quarta-feira se ter reunido um painel de representantes técnicos do cartel que estima que, em Agosto, a implementação dos cortes tenha atingido os 94%. Há rumores de que os actuais cortes de produção definidos para os membros do cartel petrolífero possam ser estendidos além de Março do próximo ano. 

Nos EUA, destaque para a conferência "Oferta e procura de petróleo a nível global: perspectivas para um maior equilíbrio", que decorre em Oklahoma e é promovida conjuntamente pelas Reservas Federais de Kansas City e de Dallas, com os seus respectivos presidentes, Esther George e Robert Kaplan, a discursarem no evento.

 

A Baker Hughes, fornecedora norte-americana de serviços a campos petrolíferos, divulga o relatório semanal sobre o número de plataformas de petróleo e gás nos Estados Unidos.

Ainda no que diz respeito às matérias-primas, a Comissão norte-americana de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) reporta as posições semanais nos futuros e opções por parte dos operadores.


A China, por seu lado, reporta os dados relativos ao comércio de "commodities" e energia no mês de Agosto.

(Notícia actualizada às 7:45 com referência a novas ameaças de Pyongyang durante a madrugada) 




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