Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta quarta-feira, na bolsa nacional, as atenções estarão sobretudo viradas para a Mota-Engil e Galp. Já a Cimpor deixará de marcar presença na negociação bolsista. Lá fora, os mercados estarão a reagir a Macron e à espera do que Trump terá a dizer sobre a reforma fiscal dos EUA.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Cimpor sai de bolsa a 34 cêntimos por acção

A Cimpor já não estará em bolsa esta quarta-feira. O pedido de perda da qualidade de sociedade aberta foi aceite pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A exclusão da negociação ocorre depois de o regulador do mercado de capitais dar luz verde ao processo em que a Camargo Corrêa, através da empresa de cimento InterCement, paga 34 cêntimos por acção aos investidores que rejeitaram a saída do mercado bolsista. Na OPA de 2012, pagaram 5,50 euros.



Mota-Engil fecha contratos em Moçambique e Angola

A construtora Mota-Engil conseguiu duas adjudicações em África: uma delas na área dos minérios, em Moçambique, outra na renovação de ruas, em Angola.

Em bolsa, Setembro tem sido um mês de ganhos para a Mota-Engil. Com a notícia de ontem à noite, as acções irão estar a reagir na negociação desta quarta-feira.



Galp volta a ser a maior cotada em Lisboa. Manterá subida?

As acções da Galp Energia continuam a subir, tendo ontem renovado máximos de seis anos. A valorização tem sido mais expressiva desde Julho, período desde o qual acumula um ganho superior a 15%, o que a torna a maior cotada da bolsa nacional, com um valor de mercado de cerca de 12,4 mil milhões de euros.

Na sessão de ontem, a petrolífera avançou pelo quinto dia consecutivo, fechando a ganhar 0,77% para 15,07 euros e renovando assim máximos de Novembro de 2011.

A Galp estará também hoje no centro das atenções devido ao facto de estar presente na nova ronda de licitações por blocos petrolíferos no Brasil.


Mercados reagem a Macron e Trump levanta o véu sobre a reforma fiscal

O presidente francês tinha prometido um discurso para a reconstrução da Europa. Mas as propostas anunciadas ontem por Emmanuel Macron implicam uma "refundação" da União Europeia, com medidas que vão da defesa e políticas de asilo comuns à criação de uma taxa sobre as transacções financeiras destinada a apoiar os países mais pobres. Como irão reagir as bolsas?

Por outro lado, os mercados estarão também atentos ao ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, que hoje apresenta o Orçamento para 2018 e as perspectivas para as contas públicas nos próximos cinco anos.


Entretanto, nos EUA, o presidente dos Estados Unidos apresenta esta quarta-feira mais informações sobre o seu plano de reforma fiscal, sendo esperado que inclua um significativo corte nos impostos para as empresas (de 35% para 15%). Donald Trump estará hoje Indianapolis e proferirá um discurso sobre os "cortes históricos nos impostos" e as reformas que tem debatido com membros do Congresso.

 


O crédito na Zona Euro e os dados do petróleo nos EUA

O Banco Central Europeu divulga os dados dos agregados monetários relativos a Agosto, que permitem aferir a evolução das condições monetárias na Zona Euro, assim como as condições de crédito. Em Julho, os agregados monetários tinham saído abaixo do estimado pelo mercado. Ainda na Europa, destaque para os números da confiança do consumidor italiano em Setembro. Nos EUA, destaque para as encomendas de bens duradouros em Agosto.

Do lado das matérias-primas, destaque para o facto de a Administração de Informação em Energia (EIA – sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) apresentar hoje o seu relatório com os dados semanais sobre os inventários de crude.


Ainda no que diz respeito à energia, decorre em Washington o 4.º Forum da Energia da América do Norte, organizado pelos Institutos do México e do Canadá do Wilson Center. O evento irá analisar os principais desafios e oportunidades com que os consumidores e produtores de energia da região se deparam, com uma forte focalização na inovação no sector energético.




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