Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Numa semana decisiva para a Catalunha, os investidores continuam atentos às movimentações em Espanha. Por cá é a sombra de um possível chumbo da ERC à compra da TVI que pode condicionar as acções. O Eurogrupo despede-se de Schäuble a discutir Portugal e o Brexit entra na quinta ronda de negociações.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 09 de outubro de 2017 às 07:30
Espanha no centro das atenções em semana decisiva para a Catalunha

A semana começa com os investidores de olhos postos nos activos espanhóis, depois de grandes bancos como o CaixaBank e o Sabadell terem retirado a sede da Catalunha e cerca de uma dezena de empresas ter seguido o mesmo caminho, a que se deverão juntar outras empresas como a Abertis e a Colonial.

Em semana da ida do presidente do governo autonómico Carles Puigdemont ao parlamento – onde poderá na terça-feira anunciar a declaração de independência – ontem milhares de espanhóis desfilaram contra a saída da região da esfera espanhola. Wolfgang Münchau, director do Eurointelligence, considerou que a independência desencadearia uma nova crise na Zona Euro e teria piores consequências que o Brexit.


Negócio Meo/Media Capital ensombrado com parecer desfavorável na ERC


As acções das duas empresas protagonistas do negócio (Altice e Media Capital) poderão reagir perante o parecer desfavorável dos serviços técnicos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, dado a conhecer ontem à noite por Luís Marques Mendes na SIC, que pode condicionar a decisão final da ERC, que é vinculativa e pode travar o processo em caso de ser negativa.


A decisão final do regulador (que analisa o relatório mas pode votar em sentido contrário) sobre a compra da TVI pela empresa detida pela Altice é esperada esta terça-feira, posto o que o processo, a seguir em frente, passará para a esfera da Autoridade da Concorrência.


Eurogrupo discute Portugal e diz 'auf wiedersehen' a Schäuble

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se a partir das 14:00 (hora em Portugal Continental) para discutirem o programa de ajustamento de Portugal – que na semana passada conheceu o resultado da sexta avaliação pós-programa -, o futuro do Mecanismo Europeu de Estabilidade (que pode vir a ser convertido num fundo monetário europeu) e medidas fiscais para o emprego.

Será o último Eurogrupo com a presença de Wolfgang Schäuble, que em entrevista ao Financial Times alertou para a possibilidade de uma nova crise financeira no horizonte e se mostrou agradado com elogios de portugueses na hora de sair do governo de Angela Merkel.

Conversações do Brexit entram na quinta ronda

Arranca esta segunda-feira mais uma etapa no âmbito das conversações entre as entidades britânicas e comunitárias para a saída do Reino Unido da União Europeia. David Davis e Michel Barnier voltam a sentar-se à mesma mesa depois de as últimas rondas terem tido leituras diferentes por parte de Londres e Bruxelas – onde a primeira-ministra britânica Theresa May viu "bons progressos", o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker disse que é necessário um milagre.

A nova ronda surge numa altura em que a posição política de Theresa May junto dos conservadores parece fragilizada, com vários dos seus companheiros de partido a defenderem a sua saída e a primeira-ministra a deixar sinais de que pode em breve fazer uma remodelação governamental. 


FMI e Banco Mundial em encontro anual

Os encontros anuais do grupo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional arrancam em Washington. Antes das sessões propriamente ditas haverá reuniões a nível ministerial no comité monetário e financeiro do FMI, bem como do comité de desenvolvimento, um órgão comum ao FMI e Banco Mundial.

O evento decorre até 15 de Outubro e junta banqueiros centrais, ministros das Finanças, deputados, além de membros do sector privado e representantes da sociedade civil. A intervenção mais aguardada é a da directora-geral do FMI, Christine Lagarde, numa altura em que as maiores economias dão passos de recuperação da crise económica internacional.




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