Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Em Espanha os mercados poderão reagir à declaração - suspensa - de independência da Catalunha, enquanto Portugal vai aos mercados pela última vez antes da apresentação do Orçamento do Estado. A Fed dá a conhecer as últimas minutas e é dia forte de dados para os mercados do petróleo.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 11 de outubro de 2017 às 07:30
Mercados reagem a declaração (suspensa) de independência da Catalunha

Esperava-se a declaração da independência, saiu uma pronúncia suspensa, a acenar ao diálogo com Madrid: o presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, esteve no parlamento catalão onde anunciou a independência da região, mas pediu aos deputados que retivessem os seus efeitos por várias semanas para dar uma nova oportunidade à resolução da crise com o governo central.

A reacção à instabilidade tem-se feito sentir nos últimos dias em Espanha, com dezenas de empresas a ameaçarem ou deixarem de ter sede na Catalunha, a bolsa de Madrid a ser a mais castigada da Europa (desde 29 de Setembro, data anterior ao referendo, perde 2,3%) e os juros da dívida a tocarem máximos de seis meses.

Esta quarta-feira os investidores poderão voltar a reagir ao evento político da semana, o "pisar da linha" por parte de Puigdemont, dia em que também se reúne o governo de Mariano Rajoy para decidir que resposta pode dar à declaração, que pode no limite passar pela demissão do governo regional e pela convocação de novas eleições.



IGCP faz última emissão antes do Orçamento

Portugal regressa hoje aos mercados, pela primeira vez depois da subida do rating do país por parte da S&P e antes de apresentação do Orçamento do Estado, para uma emissão de longo prazo.

O IGCP, instituto que gere a dívida do Estado, quer levantar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, com maturidade em 17 de Outubro de 2022 (cinco anos) e 14 de Abril de 2027 (10 anos).

Caso alcance o valor máximo, os 1.250 milhões de euros, restará angariar junto dos investidores um valor inferior a 2 mil milhões de euros para que o instituto atinja a meta de financiamento prevista para o total do ano. 


REN no dia seguinte à entrada do OMAM no capital

As acções da REN poderão esta quarta-feira reagir à notícia de detenção de uma participação qualificada, superior a 2%, revelada ontem pelo OMAM, o fundo OM Asset Management, que é detido em 25% pelos accionistas chineses da TAP, o HNA Group.


A empresa comunicou que a 2 de Outubro passou a deter 11,7 milhões de acções da REN, correspondendo a 2,19% do capital, embora só possa exercer direitos de voto referentes a 1,49% (capital detido apenas pelo fundo, excluindo clientes).


Depois da China State Grid (maior accionista), esta é a segunda presença de investidores com ligação à China com participação qualificada no capital da empresa liderada por Rodrigo Costa.


Fed dá a conhecer minutas que decidiram redução do balanço

A Reserva Federal deverá divulgar hoje o texto das minutas da sua mais recente, aquela em que ficou decidido iniciar a redução do balanço do banco central, em mais um passo para fechar o ciclo expansionista da autoridade monetária norte-americana.

O documento será conhecido no mesmo dia em que são esperadas declarações de dois responsáveis ligados ao sistema da reserva federal dos EUA: o presidente da Fed de Chicago participa numa discussão sobre política monetária em Zurique e o da Fed de São Francisco fala em Salt Lake City.

 


Dia de indicadores para o petróleo

Esta quarta-feira é dia forte para a divulgação de estatísticas sobre o ouro negro. A Agência Internacional de Energia divulga o outlook mensal de curto prazo para o sector, enquanto o American Petroleum Institute mostra o seu relatório semanal sobre inventários.

Já a OPEP – ainda com cortes em vigor para sustentar os preços, a que se associaram países como a Rússia - dá a conhecer o relatório mensal de mercado. O secretário-geral do cartel pediu ontem aos produtores de petróleo de xisto nos EUA (país cuja produção subiu quase 10% este ano) para contribuírem para a redução da oferta.




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