Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta segunda-feira é o derradeiro dia do ultimato de Madrid à Catalunha e em Lisboa continua a digerir-se a proposta de Orçamento do Estado para 2018. A Galp apresenta a mais recente actividade operacional trimestral e nos EUA continua a época de resultados.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 16 de outubro de 2017 às 07:30
O dia seguinte ao Orçamento do Estado

O Governo deu a conhecer na sexta-feira a proposta orçamental para o ano que vem, que prevê um crescimento de 2,2% da economia, a descida do défice para 1% do PIB e a queda do desemprego, antecipando-se também um abrandamento das exportações e da criação de postos de trabalho e um aumento do investimento público em cerca de 800 milhões de euros. 

Esta segunda-feira as propostas conhecidas - nomeadamente as que tocam as empresas - poderão ter reflexo nos mercados de acções e dívida. Na frente do consumo, a proposta traz novos impostos sobre os produtos com elevado teor de sal e aumento sobre cerveja, bebidas espirituosas e refrigerantes. A subida da derrama do IRC ficou de fora da proposta governamental, mas pode voltar a aparecer na especialidade. 

Já a taxa da energia paga pela Galp, EDP e REN mantém-se em 2018, tal como a taxa da banca. O Governo vai criar ainda uma norma no IVA para proteger cortiça e quer criar um plano nacional para promover a energia solar


Espanha: Termina o ultimato à Generalitat

Esta segunda-feira acaba o prazo dado pelo governo central espanhol para que o executivo regional catalão, a Generalitat, decida se proclama ou não a independência da Catalunha, cuja declaração ainda está por ser votada no parlamento.

Na semana passada, o líder do governo Carles Puigdemont fez uma declaração simbólica de independência e suspendeu o seu efeito logo de seguida. Já este domingo Puigdemont pediu calma, reiterando o "compromisso com a paz, a civilidade e a serenidade".

Uma declaração de independência poderá desencadear a activação do artigo 155.º da Constituição por parte do executivo de Mariano Rajoy, que potencialmente demite o actual governo catalão e convoca novas eleições. Este domingo o El Mundo noticiou que poderá ser nomeado um governo tecnocrata ou um governo de gestão para substituir o actual.



Galp mostra resultados operacionais

Antes da abertura dos mercados a Galp deu a conhecer os resultados operacionais do terceiro trimestre, que servem de barómetro antes das contas para o mesmo período, que serão apresentadas a 30 de Outubro.

A produção média "net entitlement" – que refere-se à produção, mas depois de pagos todos os custos associados –, aumentou 4,9% para 92,4 mil barris de petróleo ou produto equivalente por dia. O Brasil deu o grande sustento à operação: um crescimento trimestral de 6% da produção para 86,8 mil barris produzidos por dia, face à queda de 9,8% em Angola.

No trimestre precedente, a petrolífera tinha dado conta de um aumento em cadeia de 2,2% da produção média de petróleo, com o mercado brasileiro a reagir em alta e o mercado angolano a registar uma quebra de quase 10% na produção. 


Pharol pode reagir a rejeição de credores a plano da Oi

Depois de ganhos em algumas das últimas sessões que foram associados ao desenho de um novo plano de reestruturação para a Oi, um possível revés na operação pode hoje ter reflexo na prestação em bolsa do maior accionista da operadora, a portuguesa Pharol.

Os maiores credores da Oi anunciaram na sexta-feira passada que "rejeitam" o plano de recuperação judicial apresentado pela operadora brasileira. O grupo de credores internacionais refere que, após analisar a nova proposta, concluiu que esta está concebida para os interesses dos actuais accionistas e não dos credores.

 


Bolsas dos EUA prosseguem época de resultados depois de palavras de Yellen

Depois dos grandes da banca norte-americana - JPMorgan, Citibank, Bank of America e Wells Fargo - terem mostrado números na semana passada, dando o pontapé de saída para a época de resultados trimestrais, esta semana arranca com mais empresas a mostrarem contas. É o caso da Netflix, que na última sessão somou 1,8% e atingiu um máximo histórico nos 200,82 dólares.

Os investidores deverão ainda digerir as últimas afirmações da presidente da Reserva Federal, que este domingo considerou que a inflação deverá subir mais no ano que vem, sustentada no reforço do mercado de trabalho, o que contribuirá para estabilizar a inflação em torno do objectivo de 2% e suportar novas mexidas nos juros.




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