Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Negócio Altice/Media Capital deve conhecer hoje o parecer da ERC e EDP e REN reagem às maiores quedas em meses na bolsa. A Zona Euro mostra os números finais da inflação em Setembro e em Lisboa Constâncio fala a menos de uma semana da próxima reunião do BCE, onde devem ser revistos estímulos. Carney vai ao parlamento britânico.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Paulo Zacarias Gomes 17 de outubro de 2017 às 07:30
Parecer vinculativo ERC ao negócio Altice/TVI deve ser revelado

Terminará esta terça-feira a extensão do prazo de cinco dias úteis pedido (pela segunda vez) pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social para dar a conhecer o seu parecer – vinculativo – sobre a compra da Media Capital pela Altice, via a portuguesa Meo. 

No centro da análise dos membros da ERC deverá estar um parecer desfavorável dos serviços técnicos do regulador em relação à compra da TVI, além de novos documentos entretanto remetidos pela Altice. O facto de o parecer da ERC ser vinculativo coloca nas mãos desta entidade o futuro da operação de compra.



EDP e REN continuam em foco após ERSE


As acções da eléctrica portuguesa e da REN poderão reagir esta terça-feira, depois de na sessão de ontem terem fechado com as maiores quedas desde Junho e Maio, respectivamente, a reagirem à proposta da ERSE para a actualização dos preços da electricidade em 2018.


Na opinião dos analistas, a proposta deverá ter um impacto significativo para o sector energético, afectando sobretudo a EDP. No caso da eléctrica presidida por António Mexia, o Haitong cortou a avaliação do título para "neutral" enquanto BPI e CaixaBI não mexeram no preço-alvo nem na recomendação mas deixaram avisos. Já a REN viu o decidiu seu preço-alvo e descer a recomendação para "neutral".


Em causa está o impacto nas contas da energética liderada por António Mexia da revisão das tarifas de electricidade para 2018 proposta pelo regulador ERSE, "mudanças regulatórias piores do que o esperado" para a empresa, segundo o BPI e "significativamente mais duras" do que o previsto de acordo com o Haitong.


Zona Euro conhece inflação


Parte do foco dos investidores estará esta terça-feira colocado sobre os dados definitivos da inflação de Setembro na Zona Euro. A estimativa preliminar apontava para que a inflação anual se tivesse mantido em 1,5%, embora a inflação subjacente – que exclui componentes mais voláteis como alimentação e tabaco – tenha caído para 1,1%. Valores ainda longe da meta de 2% do Banco Central Europeu.

Além dos dados sobre os preços ao consumidor entre os 19 membros da moeda única, é conhecido ainda o indicador de sentimento económico na maior economia do euro, o ZEW, referente a Outubro. No mês anterior este indicador de confiança na Alemanha tinha subido pela primeira vez em quatro meses, animado por números sólidos de crescimento no segundo trimestre do ano.


Constâncio e Carlos Costa em conferência em Lisboa

O vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, participa numa conferência sobre a estabilidade financeira na Zona Euro, numa altura em que começa a tomar forma uma possível reforma para a união monetária. O ambiente de risco em evolução na Zona Euro será o tema a abordar por Constâncio, a pouco mais de uma semana da reunião de Outubro do BCE em que deverá ser analisada a actual política de estímulos do banco central.

Nos últimos dias a imprensa tem avançado a possibilidade de a instituição reduzir para metade o valor médio mensal para compra de activos, de 60 mil para 30 mil milhões de euros, devendo o programa de aquisição de dívida pública e privada durar até Setembro. O evento é de natureza interna e não será aberto à imprensa.

 


Mark Carney no Parlamento britânico

O governador do Banco de Inglaterra comparece perante os deputados britânicos pela primeira vez desde as eleições de Junho, que tiraram a maioria aos Conservadores, e numa altura em que persiste o impasse no processo de Brexit, que nos últimos meses tem pesado no desempenho da economia de Londres.


A economia britânica fica ainda a conhecer os números da inflação relativos a Setembro, nos últimos meses a acusar o efeito da depreciação da libra desde o referendo do Brexit. Os preços (incluindo habitação) têm vindo a reforçar-se em termos anuais desde o mínimo de 0,2% de Outubro de 2015 e em Agosto passado subiram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2016, estando em máximos de Abril de 2012.

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