Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

No dia em que arranca a época de resultados em Portugal, os investidores vão estar atentos aos dados económicos da China e aos desenvolvimentos na Catalunha.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Nuno Carregueiro 19 de outubro de 2017 às 07:30
BPI deverá anunciar prejuízos

O Banco BPI dá hoje o pontapé de saída na época de apresentação de resultados entre as cotadas portuguesas. Numa nota de análise divulgada esta quarta-feira, os analistas do CaixaBI antecipam que o banco tenha registado prejuízos de 28,8 milhões de euros no período entre Janeiro e Setembro, o que compara com os lucros de 182,9 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado. Os números do BPI serão conhecidos hoje às 18:00. Para a semana estão agendadas as apresentações de resultados da Impresa, Jerónimo Martins e Navigator. 


Época de resultados prossegue nos EUA e na Europa

Se em Lisboa só agora a época de resultados está a começar, lá fora já está em velocidade cruzeiro e a marcar o ritmo das bolsas. Os bons números e previsões apresentados pela IBM conduziram o Dow Jones a um novo máximo histórico acima dos 23 mil pontos e já depois do fecho a eBay também reportou os resultados do terceiro trimestre. Esta quinta-feira é a vez da Verizon Communications e da Philip Morris anunciarem as contas, enquanto na Europa a Unilever e a Blackstone também divulgam resultados.


Crise na Catalunha com novo dia chave

Termina esta quinta-feira, às 10:00 locais (9:00 em Lisboa), o prazo dado por Mariano Rajoy ao líder da Generalitat para que este seja claro sobre se no passado dia 10 de Outubro declarou ou não a independência da Catalunha. O requerimento de Madrid insta ainda Carles Puigdemont a regressar à legalidade instituída pela ordem constitucional. Mas tudo indica que o presidente do governo da Catalunha não vai corresponder ao pedido de clarificação feito pelo primeiro-ministro espanhol, o que deverá levar Mariano Rajoy a accionar o artigo 155 da Constituição, que prevê a suspensão da autonomia catalã. O desfecho de mais este episódio na crise catalã deverá mexer com os mercados.


Arranca o Conselho Europeu com o Brexit na agenda

Os líderes europeus reúnem-se hoje em Bruxelas para uma cimeira que durará dois dias e que voltará a ter o Brexit como prato forte. A primeira-ministra Theresa May vai partilhar esta noite com os seus homólogos as "reflexões sobre o ponto da situação das negociações" e, na sexta de manhã, os líderes da UE a 27, já sem May na sala, discutirão entre si como prosseguir essas negociações, que têm sido marcadas por escassos avanços. Na agenda de trabalhos dos líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, contam-se também, a nível de política externa, discussões sobre "os acontecimentos profundamente preocupantes" na Coreia do Norte, assim como a situação no Irão e na Turquia. 


China domina nos dados económicos

Na frente macro-económica é na China que hoje estão centradas a atenções. Antes da abertura dos mercados na Europa foi conhecido o valor do PIB, que cresceu 6,8% no trimestre, correspondendo às expectativas dos analistas. Já a produção industrial avançou 6,6% e as vendas a retalho de Setembro, também hoje conhecidas, subiram 10,3% em termos homólogos. Uma bateria de dados sobre a segunda maior economia do mundo que surge numa altura em que se realiza o congresso do Partido Comunista chinês onde estão em debate as linhas estratégicas do partido de governo para os próximos cinco anos.

No Reino Unido será divulgada a evolução das vendas a retalho em Setembro e em Portugal o INE revela a Síntese Económica de Conjuntura de Outubro.  




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comentários mais recentes
Anónimo Há 22 horas

A actual governação genocida é resultado de Portugal ter atingido o nível mais baixo de investimento público em percentagem do PIB desde 1960, numa altura em que tão grandes transformações nas sociedades, assentes no capital com elevada incorporação de tecnologia que poupa grandemente em factor trabalho elevando a produtividade, a competitividade, a eficiência e a economia de produtos, tarefas e processos, se está a dar em toda a parte. A assinatura de mais este triste descalabro, claro está, é a do PS e da sua geringonça das esquerdas unidas.

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