Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta segunda-feira, os mercados vão estar atentos à assembleia de credores da Oi e à evolução das acções da Apple, que está prestes a tornar-se a primeira empresa do mundo com uma capitalização bolsista de um bilião de dólares.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Carla Pedro 06 de novembro de 2017 às 07:30
Apple vai ser a primeira cotada a valer um bilião de dólares?

A empresa liderada por Tim Cook está muito perto de vir a valer um bilião (1.000.000.000.000) de dólares em bolsa. Isto depois de a cotada norte-americana mais valiosa do mundo ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira, ainda a surfar nos bons resultados apresentados na véspera.

Na sessão de sexta-feira, a empresa da maçã encerrou a valorizar 2,61% para 172,50 dólares, depois de ter alcançado durante o dia um novo máximo histórico: os 174,26 dólares. Aquando do seu recorde, estava a valer 900 mil milhões de dólares, tendo fechado com uma capitalização bolsista de 891 mil milhões.



Puigdemont vai voltar a mexer com a bolsa espanhola?

As pretensões independentistas da Catalunha e a crise que se seguiu têm castigado fortemente o índice de referência espanhol, o Ibex 35. Ontem, as audiências do presidente deposto da Generalit, Carles Puigdemont, e dos seus quatro ex-conselheiros - Antoni Comín, Clara Ponsatí, Lluís Puig e Meritxell Serret – que o acompanham na Bélgica decorreram à porta fechada. Isto depois de se terem apresentado de manhã num posto de polícia, cumprindo assim o acordado com o Ministério Público de Bruxelas.

Ao final do dia foi anunciado que os cinco políticos catalães – acusados de rebelião, sedição, má gestão de fundos, desobediência e prevaricação – saíram em liberdade com a condição de não abandonarem o país e comparecerem sempre que sejam chamados. O juiz dispõe de 24 horas para decidir se dá início ao processo de extradição para Espanha, anunciou a Procuradoria belga em conferência de imprensa durante a tarde. Ou seja, até às 09:17 de segunda-feira (08:17 em Lisboa) terá de fazer um anúncio a este respeito. A bolsa madrilena, entretanto, irá voltar a sofrer com mais este episódio?



Assembleia de credores Oi centra atenções

O conselho de administração da Oi esteve reunido na passada sexta-feira, 3 de Novembro, tendo aprovado "por maioria, com 3 votos contrários", o plano de recuperação judicial, revelou um comunicado emitido junto do regulador do mercado de capitais brasileiro este sábado. As condições do plano de recuperação serão assim oferecidas a todos os detentores de obrigações da Oi.

Foi também aprovado que, depois de estabelecidos os termos finais do plano de recuperação judicial, que terão de ser aceites pelo tribunal, "a companhia faça um esforço de busca de adesão ao referido PSA [plano de recuperação] junto dos credores", acrescentava o mesmo comunicado. Recorde-se que a reunião de credores para a votação do plano de recuperação da Oi - onde a portuguesa Pharol SGP, antiga Portugal Telecom, é a maior accionista -, inicialmente marcada para 23 de Outubro, foi adiada para 6 de Novembro. Hoje, os investidores aguardam, pois, novidades.


Eurogrupo decorre em Bruxelas e Web Summit arranca em Lisboa

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se, esta segunda-feira, em Bruxelas. Na agenda do encontro estão as discussões sobre a União Bancária e as regras orçamentais da União Monetária. Para o dia seguinte, como habitual, está agendada a reunião dos ministros das Finanças da União Europeia. Deverão discutir também temas relacionados com a integração dos mercados de capitais e a supervisão financeiras.

Por cá, destaque para o arranque do Web Summit, o grande evento tecnológico que decorre pela segunda vez em Lisboa. 

 


Mota-Engil assinala 30 anos em bolsa

Fez ontem 30 anos que a Mota-Engil começou a negociar na bolsa nacional. E será hoje que a construtora presidida por Gonçalo Moura Martins irá celebrar esse marco histórico.

A cotada acumula um ganho de 115,71% este ano, tendo no mês passado sido especialmente animada pela redução da dívida da Lineas, a antiga Ascendi – segundo os analistas, esse foi o ponto positivo após a venda de participações na área das concessões. 




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