Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira, as acções da REN ajustam para 2,474 euros, deixando de transaccionar com os direitos incorporados. A Nos poderá beneficiar do clima de incerteza na Altice e a Mota-Engil poderá reagir à subida do preço-alvo pelo CaixaBI que, ainda assim, pressupõe um potencial de desvalorização de 10% das acções da construtora no próximo ano.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Acções da REN ajustam para 2,474 euros após desconto dos direitos

As acções da REN fecharam ontem nos 2,623 euros. Esta terça-feira iniciarão a sessão com uma cotação ajustada de 2,474 euros. Apesar da diferença de 5,7%, não se trata de uma desvalorização, nem representa uma perda de valor para os accionistas.

Esta descida na cotação é técnica e deve-se ao facto de, a partir de hoje, as acções já não transaccionarem com os direitos de subscrição de novas acções incorporados, no âmbito do aumento de capital que a empresa liderada por Rodrigo Costa está a realizar.



Instabilidade na Meo ajuda Nos?

A Altice disparou ontem mais de 10% após descartar aumento de capital. No entanto, ao final do dia foi avançado pelo Jornal Económico e pelo Eco que a presidente executiva da Meo poderia deixar a empresa. Fonte oficial da operadora desmentiu entretanto ao Negócios que a gestora "esteja de saída da empresa", mas não está ainda claro se deixa a liderança.

Este novo episódio de stress – depois da demissão de Michel Combes da presidência executiva da Altice, o que levou a uma reorganização na gestão do grupo – poderá ajudar a concorrência. Ontem, num "research", os analistas do BPI admitiram que se a pressão sobre a Altice continuar a aumentar, a empresa terá de se focar no principal, e isso poderá fazer reduzir a sua atenção sobre o mercado nacional. A principal beneficiária será a Nos. Ainda assim, este não é o cenário central.



CaixaBI eleva avaliação da Mota-Engil

O CaixaBI reviu as suas estimativas para a Mota-Engil e estabeleceu a avaliação da empresa para 2018, elevando o preço-alvo. Ainda assim, o potencial é de uma queda superior a 10%, o que justifica a recomendação de "reduzir".

A casa de investimento considera que a Mota-Engil tem actualmente uma "carteira de encomendas muito interessante", mas que ainda assim está num nível idêntico ao observado em 2016, com alguns dos projectos anunciados ainda por se materializarem.


Taxas implíticas no crédito à habitação em foco por cá

Esta terça-feira, serão vários os indicadores de relevo que vão ser apresentados. Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, em Outubro, bem como os dados referentes à Sociedade da Informação e do Conhecimento - Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Famílias, em 2017.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga a evolução das vendas de casas usadas, em Outubro. As estimativas dos economistas consultados pela agência Bloomberg apontam para que estas tenham aumentado 0,2%. 

 


Mais resultados lá fora e dados sobre reservas de crude nos EUA

Por cá, esta semana, não há contas a serem reportadas, estando previsto que seja a 30 de Novembro que se confessem ao mercado as empresas que ainda não o fizeram, como a Teixeira Duarte, Reditus e Ibersol.


Mas lá fora há resultados trimestrais que serão divulgados esta terça-feira, com destaque para a Medtronic, Hewlett-Packard Enterprise e Dollar Tree.

Do lado das matérias-primas, destaque para o Instituto Americano do Petróleo (API, que é uma entidade privada), que divulga as suas estimativas para os inventários de crude na semana passada nos Estados Unidos – que serão depois comparadas amanhã com os dados oficiais apresentados pela Administração de Informação em Energia (sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia).




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