Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta terça-feira, os dados do PIB na Zona Euro vão estar em destaque, bem como a evolução de cotadas como o BPI e Cofina, que foram alvos de “researchs” por parte do CaixaBI. É dia também de o Senado dos EUA se pronunciar sobre o nome de Jerome Powell para presidir à Fed a partir de Fevereiro.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
CaixaBI eleva avaliação do BPI e recomenda "reduzir" na Cofina

Os investidores vão estar especialmente atentos às reacções em bolsa de duas cotadas alvo de nota de análise: o BPI e a Cofina.

Resultados até Setembro "positivos" e um "perfil sólido". É assim que o CaixaBI descreve o BPI, liderado por Pablo Forero. A actualização das estimativas para o banco controlado pelo CaixaBI, conjugado com o facto de o novo "target" ser até ao final de 2018, levou a um aumento do preço-alvo de 1,15 euros para 1,25 euros. A nova avaliação confere ao BPI um potencial de subida quase 9%, uma vez que as acções do banco fecharam ontem a valer 1,147 euros.


O CaixaBI também ajustou as estimativas para a Cofina, depois dos resultados dos primeiros nove meses do ano terem ficado aquém do esperado. Os analistas da casa de investimento da CGD avaliaram a empresa, dona do Negócios, a 0,40 euros, o que significa que as acções têm um potencial de queda de quase 14% face ao fecho de ontem.



PIB do terceiro trimestre na Zona Euro centra atenções

Hoje são divulgados três dados importantes relativos à Zona Euro: o Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre [anterior: 0,6%]; as vendas a retalho, em Outubro [anterior: 0,7%]; e os números de Novembro relativos ao índice PMI para o sector dos serviços.

Fora da Zona Euro, mas ainda na União Europeia, sobressairão os dados do índice PMI dos serviços no Reino Unido (valores de Novembro).


Destaque também para os dados referentes ao défice da balança comercial dos Estados Unidos, em Outubro [anterior: 43,5 mil milhões de dólares; estimativa: 45 mil milhões de dólares].



Libra em queda com ausência de entendimento sobre o Brexit

A libra esteve ontem a perder terreno face ao dólar, depois de as negociações entre o Reino Unido e a União Europeia não terem resultado num acordo definitivo sobre o Brexit. A primeira-ministra britânica e o presidente da Comissão Europeia não chegaram a um entendimento relativamente a uma das principais matérias envolvendo a saída do Reino Unido da EU: a futura relação fronteiriça entre as duas Irlandas. O Reino Unido não abdica do "Brexit duro" e não contempla a possibilidade de a Irlanda do Norte permanecer na união aduaneira, o que facilitaria a gestão fronteiriça entre os dois países que, uma vez concretizada a saída britânica da União Europeia, pertencerão a dois blocos distintos: Dublin à UE e Belfast ao Reino Unido.


Theresa May e Jean-Claude Juncker confirmaram a ausência de um entendimento no final de um almoço em Bruxelas esta segunda-feira, 4 de Dezembro, mas prometeram nova reunião até ao final da semana. Os investidores continuarão hoje a penalizar a libra?


Europa debate lista negra dos paraísos fiscais e EUA de olho na reforma fiscal

As bolsas norte-americanas estiveram ontem a reagir em alta, com novos máximos históricos, à aprovação da proposta republicana de reforma fiscal apresentada no Senado, o que abre caminho para que as duas câmaras do Congresso tentem agora alinhar uma versão comum [isto depois de a Câmara dos Representantes ter também aprovado a sua própria proposta]. Prosseguirão hoje o movimento positivo?

No Velho Continente, o sector financeiro e o tecnológico, muito especialmente, poderão estar a evoluir em bolsa às decisões que forem tomadas pelos ministros das Finanças da União Europeia, que se reúnem em Bruxelas para decidir quem devem incluir numa lista negra comum de paraísos fiscais [territórios não cooperantes em termos fiscais] e para debater uma forma de tributar as empresas digitais.

 


Senado dos EUA vota novo líder da Fed

A votação no Senado norte-americano deveria ter acontecido na terça-feira, 28 de Novembro, mas foi adiada. Por isso, é para esta terça-feira, 5 de Dezembro, que está agora prevista a votação sobre a nomeação, por Donald Trump, de Jerome (Jay) Powell para substituir Janet Yellen na liderança da Reserva Federal a partir de 3 de Fevereiro de 2018.

Se Powell for confirmado pelo Senado, será o primeiro presidente da Fed, em quase quatro décadas (desde 1981), que não é licenciado em Economia.  




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