Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Esta sexta-feira, a Fitch deverá pronunciar-se sobre a dívida soberana de longo prazo de Portugal, esperando-se que retire o rating da República da categoria de investimento especulativo, o chamado “lixo”. Destaque também hoje para os dados do INE sobre as contas regionais de 2016. Nas bolsas, por cá, a Nos e a Pharol vão estar sob especial atenção, e nos EUA e Europa vai ser dia de bruxaria quádrupla.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Fitch deverá melhorar avaliação de Portugal

Depois de a Standard & Poor's ter surpreendido em Setembro com uma melhoria do "rating" de Portugal para grau de investimento, a Fitch deverá tornar-se a segunda grande agência a colocar a dívida portuguesa num nível acima de lixo. Esta decisão é aguardada com expectativa pelos investidores e tem-se reflectido numa descida das taxas de juro do país. As "yields" a dez anos negoceiam em mínimos de Abril de 2010.

Ainda no domínio das notações financeiras, destaque para a possibilidade de a DBRS ter uma palavra a dizer sobre o "rating" ou "outlook" (perspectiva) da dívida soberana da Alemanha e do Reino Unido, podendo a Fitch ainda pronunciar-se sobre a Irlanda.



INE divulga dados das contas regionais

Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga o inquérito à educação e formação de adultos, em 2016. O INE publica também os dados das contas regionais de 2016, bem como os números da actividade turística de Outubro.

Na Zona Euro, teremos os valores da balança comercial em Outubro. Já nos Estados Unidos, o destaque vai para os dados da produção industrial em Novembro.



Governo analisa fim do contrato com a Nos

O presidente da Anacom está confiante em que o Governo dê seguimento à recomendação de revogar o contrato com a Nos do serviço universal. Questionado sobre o "feedback" do Governo à recomendação da Anacom para terminar o acordo de serviço universal de telefone fixo prestado pela Nos, Cadete de Matos disse acreditar que o Executivo vai "considerar tomar as decisões necessárias para prosseguir" com o dossiê e avançar com as negociações com a operadora liderada por Miguel Almeida para terminar o actual contrato por mútuo acordo.

A Anacom justificou a decisão, conhecida no mês passado, com a "inexpressiva procura" de serviços englobados na prestação de serviço universal fixo de telefone pela Nos, aliada ao facto de o mercado estar a assegurar esses serviços em termos concorrenciais. Além disso, segundo o regulador, passados três anos "a procura do serviço é imaterial" e resultou em apenas dois clientes.


Pharol continua sob pressão

A Pharol encerrou a sessão de ontem a cair 10,10% para 0,258 euros, tendo chegado a negociar no valor mais baixo (0,255 euros) desde 24 de Maio. A justificar a forte desvalorização da empresa liderada por Palha da Silva está o novo plano de recuperação judicial da operadora de telecomunicações brasileira Oi, detida em mais de 20% pela empresa portuguesa, que a concretizar-se implicará uma diluição da posição da antiga PT SGPS na cotada brasileira.

A cotada perdeu quase 50 milhões de euros do seu valor de mercado em apenas duas sessões. E os analistas alertam que as acções vão continuar sob pressão.


O novo plano de recuperação judicial prevê a possibilidade de converter créditos até 75% do capital e o parcelamento, em 20 anos, das dívidas que a operadora tem junto da Anatel devido a multas. Além disso, a proposta contempla a realização de um aumento de capital mínimo de 4 mil milhões de reais, que poderá pode chegar a 6,5 mil milhões.

 


Oman Oil reduz posição na REN após aumento de capital

A participação qualificada indirecta da Oman Oil na REN passou de 15% para 12%. A alteração foi comunicada ontem pela empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A redução da participação resulta do facto de a Oman Oil não ter acompanhado o aumento de capital da REN, mantendo os mesmos 80,1 milhões de acções, quando o número total de títulos aumentou em virtude daquele reforço, passando de 534 milhões para 667.191.262 de acções, resultando numa redução do peso relativo da petrolífera do Omã.